quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arquivos do mês » maio, 2008

Eufemismo

                                       A história  registra que em todas as épocas, houveram confrarias, associações e tantas outras instituições dessa ordem, procurando desenvolver as mais diversas  atividades. Observa-se que os representantes dessas instituições fundamentavam-se em propostas lídimas, demonstrando conhecimento, autenticidade e competência  sobre o tema oferecido. Atualmente, determinadas pessoas tentam e, algumas vezes, até conseguem impingir suas apócrifas informações ou procedimentos.  Refiro-me a comentários e procedimentos de alguns “artistas” da nossa Querência, que insistem na chalaça de que nativismo é evolução, que é o procedimento descompromissado com o regional e o tradicional. O raciocínio é lógico e o óbvio não se discute. Nativismo, vem de nativo, de nato ( Do lat. natu), nascido. Que é de nascença. Que é do lugar, que é daqui.  Em sendo daqui e, aqui é Rio Grande do Sul,  então somos nativistas gaúchos. Sendo nativistas gaúchos, somos comprometidos com o regionalismo  que surgiu no Brasil com José de Alencar, autor  das obras:  O Sertanejo, O Gaúcho, e outras. Portanto, nativismo  é uma corrente artística que referencia e se completa com temas regionais.   É a essência do nato, é a raiz do nosso, do que nasceu neste lugar. O tradicionalismo é ideologia, é o amor a tradição ou usos e costumes. Estes  conceitos são inilidíveis. Poderão ser interpretados  de várias maneiras, porém, não devem  calcorgar para uma atividade diversa ou alheia a sua proposta. Refiro-me aos “nativistas do Rio Grande do Sul”, especialmente a geração  ‘Tchê”. Saibam que este “tchê”, é a pronúncia, porque a grafia do termo valenciano usado nas plagas levantinas é  “che”, que veio somar-se a outros que se aculturaram no vernáculo pátrio.  Se esta iluminada safra de nativistas gaúchos, ainda não conseguiu grafar corretamente, o termo que ora funciona como vocativo,  ora como interjeição,  acreditamos ter chegado o momento de tomarmos mais gosto pela nossa cultura, solidificando os valores que nos cercam, caso contrário, estaremos “gastando sabonete em testa de burro”. Criatividade e fato folclórico nascente são fenômenos sociais que não se afeiçoam ao nativista. Somos de opinião de que, cada pessoa ou grupo de pessoas atuem no tipo de atividade que lhes convier. Podem ser nativistas de onde bem entenderem e desenvolverem o trabalho que  mais lhes agradar. Agora, se qualificar o nativo como sendo do Rio Grande do Sul, então com todo o respeito que  merecem,  devem, sim senhor, submeter-se ás normas que embasam e orientam o tradicionalismo, porque ninguém é NATIVO, sem antes ser TRADICIONAL.

 

                          CRESCENTE DE DEZEMBRO DE 2003

                              CALTARS – “TO”.

                                              

                                  

 


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Chama Crioula

    Nas décadas de trinta e quarenta nós procurávamos destruir tudo que era “velharia”,  Salvava-se algumas poesias de  Taveira Junior, as lendas de João Simões Lopes Neto,  os escritores do Partenon Literário, fatos escassos do Instituto Histórica, lembranças de hábitos campestres revividos por João Cezimbra  Jacques e referências sobre os “ Clubes Gaúchos”  o ciclo dos grêmios.A brigada Militar reverenciava Bento Gonçalves no dia 20 de setembro e nada mais. Os centro irradiadores da “moda”  orientavam para os procedimentos  vindo de além-mar  ou dos EEUU.  Para as “novas” o pólo irradiador  vinha através do cinema, da música, histórias em quadrinhos e super-heróis. Esta generalização nada tinha a ver com a nossa cultura. No fim da década de quarenta o povo gaúcho parecia ignorar o seu patrimônio histórico-cultural. Muito colaborou para esse quadro a ditadura de Vargas nos anos trinta, quando foram queimados todos os símbolos regionais (1937). A sociedade estava tão eivada de hábitos alienígenas que os nativos ao saírem às ruas com vestes rurígenas eram motivo de gozação e os estudantes da época, atônitos observavam o elevado  índice patológico que se encontrava nossa História, a Tradição e a Cultura Gaúcha quase ignorada. Estes estudantes resolveram dar um basta dizendo: nós estamos aqui e vamos valorizar o que é nosso. Assim surge, dentro do Grêmio Estudantil do Colégio Julho de Castilhos de Porto Alegre, o Departamento de Tradições Gaúchas. No ano de 1947 a Liga de Defesa Nacional, programa homenagem póstumas aos  soldados brasileiros que perderam a vida lutando na Itália, durante  a Segunda Guerra Mundial. A Pira da Pátria foi acesa em Pistoia na Itália  e transportada pelo Coronel Aviador Rubens Canabarro até o Rio de Janeiro de onde percorreu por mãos de atletas todo o Território Nacional. Neste mesmo ano, durante as festividades da Semana da Pátria, a mesma Instituição tinha a missão de transladar os restos mortais de Coronel  Devid  José Martins, “O David Canabarro”  de Santana de Livramento para o Panteon em Porto Alegre.  O Dr. Fortunato Pimentel, secretario da Liga de Defesa Nacional contatou com o Departamento de Tradição Gaúcha do Grêmio Estudantil do Colégio Julio de Castilhos em Porto Alegre e conseguiu que no dia 05 de setembro, um piquete de cavalarianos  montassem, a guarda de honra do coronel farrapo que foi denominado piquete de tradição. João Carlos Dávila Paixão Cortes, um dos componentes do piquete, solicitaram ao presidente da Liga, Major Dacy Vignolli, permissão para momentos antes de extinção da Pira da Pátria, retirar uma centelha e levar para o Departamento de Tradiçôes Gaúchas do Colégio Julio de Castilhos, com a concordância do presidente da liga os componentes do Piquete da Tradição fazem nascer a CHAMA CRIOULA que iluminaria o legislador gaúcho para  que através do deputado Francisco Solano Borges, presidente de Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sancionasse  a Lei número 4.850 de 11 de setembro de 1964  que oficializa a Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul a ser comemorada de 14 a 20 de setembro de cada ano, em homenagem à memória dos Heróis  Farroupilha. Mais tarde esta Lei foi regulamentada pelo Decreto nº.33.224  de 22 de junho de 1989. O mesmo Diploma legal constitui uma comissão comporta por representantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho, da Brigada Militar, da Secretaria de Educação, Secretaria de Cultura e de Turismo e Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, isto na Capital do Estado, no interior a Comissão é composta por representantes das instituições retromencionadas. No ano de 2005 a Comissão, com o objetivo de  homenagear personalidades  que se destacaram na Cultura Gaúcha, instituiu  um“ Patrono”  para cada edição da Semana Farroupilha, o primeiro a receber esse reconhecimento foi o  radialista, compositor e poeta Luiz Meneses. No ano seguinte foi  indicado para Patrono da Semana Farroupilha, João Carlos D´avila Paixão Cortes, Engenheiro agrônomo, Santanense, escritor, folclorista, radialista, componentes do “Grupo dos Oito”, fundador do “35” Centro de Tradições Gaúchas, Conselheiro Benemárito do MTG/RS e modelo da estátua do Laçador, um dos símbolos de Porto Alegre. Em 2007 o Patrono da Semana Farroupilha foi o Advogado, comunicador, compositor, pesquisador, folclorista e escritor, nascido em Alegrete, Antono Augusto Fagundes

 

CRESCENTE DE MAIO DE 2008

CALTARS – “ TO”

 


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Observação

                        As fronteiras do Rio Grande do Sul, por diversas vezes foram alteradas. Dependiam dos limites determinados por certo tratado e, os povos, passavam a pertencer ora a Portugal, ora a Espanha.  D. Manoel Lobo, nomeado governador do Sul, em 22 de janeiro de 1680, funda Lusitânia e a seguir, a Colônia do Santíssimo Sacramento. Em agosto do mesmo ano, Mogica ataca a Colônia, anexando-a ao território de Buenos Aires. O tratado Provisional, assinado em 07 de maio de 1681, determina que a Espanha devolva a Colônia a Portugal. Em 30 de abril de 1704, a Espanha declara guerra a Portugal e novamente ataca Colônia, que fica sob ordens  Flamenga.  Em 1715, com o tratado de Utrech, a Colônia passa a pertencer novamente a Portugal. Em  13 de novembro de 1735, a Colônia sofre novo ataque castelhano e, finalmente, em 13 de janeiro de 1750, pelo tratado de Madrid, Portugal sede a Colônia em troca dos Sete Povos das Missões. Em 1761, o tratado  Del Pardo ordena que  os Sete Povos das Missões fiquem com a Espanha e a Colônia, com Portugal. Em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos, a Colônia foi atacada por Pedro Cavallos. Só  retornou ao domínio português em 1763, através do tratado de Paris. Em  01 de outubro de 1777, através do tratado de Santo Idelfonso, a Colônia do Sacramento passa definitivamente para a Espanha. A Guerra  Guaranítica de 1753 a 07 de fevereiro de 1756, quando ocorreu a batalha do Caibate, às margens do rio   Vacacaí e a morte de Sepé Tiaraju.  Em 20 de setembro de 1835 início do decênio Farroupilha. A Guerra  com o Paraguai em 1864. A Revolução Federalista em 1893, entre as filosofias de Gaspar da Silveira Martins e Júlio Prates de Castilhos, que deixaram um saldo de dez mil óbitos. Em 1923, Borges de Medeiros, candidato ao quarto mandato, deflagra os vinte e um combates que ceifaram mais de mil vidas. Ainda, as revoluções de 1924; a Coluna Prestes e a de 1926, com Honòrio   Lemes. Esta síntese, somada as imigrações portuguesa, alemã, italiana, polonesa e tantas outras que vieram  enriquecer nossa cultura, através do processo de aculturação, foram os ingredientes que forjaram a tempera e o tipo do gaúcho. Os imigrantes recebiam informações sobre costumes e  passavam a adotá-los. De forma semelhante, passavam orientações sobre os hábitos que trouxeram de alem mar. Esta troca de procedimentos emoldurou o processo de aculturação que modelou nossos hábitos e costumes.  Conhecemos  o êxodo rural e seus quiméricos motivos. Temos ciência, de que o homem rural veio para os aglomerados urbanos sem o devido preparo. Entendemos que, ao encontrar  um ambiente diferente do que esperava, começou ter saudade do pago, da liberdade, das lidas e da hospitalidade  campeira. Semelhante a este processo, que as mais diversas contingências nos impuseram, ocorre com os patrões do Centros de Tradições Gaúchas. Primeiro, pelo incontido desejo de ser patrão, sem estar devidamente preparado. Por ser patrão e, na maioria das vezes, despreparado, passa a desenvolver no CTG, atividades alienígenas, que demandam contra o culto das nossas tradições. Por exemplo: não conhecemos o suficiente para realizarmos um protocolo, corretamente. Temos dificuldades no posicionamento das bandeiras nos dispositivos. Será que a escala de valores que elegemos, para agradecer com honra, as vidas e o sangue que nossos antepassados ofereceram para defender nossa Pátria está correta?  ou nós nem sabemos que isso aconteceu e não temos objetivos a atingir, nem responsabilidade de cultuar, manter e transmitir com fidelidade aos nossos sucessores, os feitos dos nossos heróis e os parâmetros que dimensionam  a nossa cultura? Pense e procure, cautelosamente, emoldurar suas atividades no cenário cultural da nossa Querência. Se você for um  autêntico autóctone, parabéns! Caso afeiçoe-se a participar dos desapercebidos xenófilos, ai . . .bom aí,  você está nadando fora d’água. CHEIA DE JULHO DE 2002 – CALTARS – “TO”


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ODANES

OS MEMBROS DO NOSSO ODANES,

SÃO CHAMADOS DE EXCELÊNCIA.

TALVEZ NÃO HAJA PRUDÊNCIA,

NAS REUNIÕES DE CADA MÊS.

VOTAM  MAIS  DE  UMA VEZ,               

ESCONDIDOS NO ANONIMATO.

O SORRO VOTA NO GATO,

PERSOLVENDO PREÇO BRABO.

ASSIM ESCONDE SEU RABO,

PRA COMER NO MESMO PRATO.

 

                           OITENTA E UM COMPONENTES,

EXERCEM  O VOTO SECRETO.

TRINTA E CINCO DESAFETOS,

E QUARENTA SURPREENDENTES.

PARA LHES FALAR FRANCAMENTE,

NINGUÉM ESPERAVA POR ISSO.

PRA O PAÍS FOI UM DESSERVIÇO,

QUE A CÂMARA ALTA PRESTOU.

A MINORIA QUE  NEM VOTOU,

NÃO CUMPRIU SEU COMPROMISSO.

 

SEIS APÓGRIFOS EM ABSTENÇÕES,

SÃO REPRESENTANTES DO NADA.

TRISTE SESSÃO MAL ASSOMBRADA,

COM SIMPLES MANIFESTAÇÕES.

QUE SÃO OS QUATRENTA LADRÕES?

O ALIBABA, JÁ SE CONHECE.

O NOSSO  ERÁRIO EMPOBRECE,

PERSOLVENDO  INCOMPETÊNCIA.

PRECISA MUDAR COM URGÊNCIA,

ENQUANTO O PIOR NÃO ACONTECE.

 

ESTE CHULO PROCEDIMENTO,

CARECE REPARO URGENTE.

POR QUE ESSE TIPO DE GENTE,

NÃO MUDA O COMPORTAMENTO.

COLIGAÇÕES E ORÇAMENTO,

ESTÃO ROLANDO A TRIPA FORRA.

DO CARÁTER SÓ RESTA BORRA,

O PRINCIPAL FOI-SE “A LA CRIA”.

ESTA NA UTI A DEMOCRACIA,

NÃO DEIXEM QUE ELA MORRA.

 

ODANES É UM TERMO ESTRAMBÓLICO,

QUE NUNCA FOI  DICIONARIZADO.

LENDO AO CONTRÁRIO É SENADO,

NUM  PROCEDER  MELANCÓLICO.

COM CÉPTICOS VOTOS EÓLICOS,

NÃO HÁ CIDADÃO QUE ESQUEÇA.

QUE OUTRO TRASGO NÃO APAREÇA,

DECIDINDO  NA CONTRAMÃO.

ESTÁ LEVANDO PERIGO A NAÇÃO,

UM “ODANES” DE PONTA CABEÇA.

 

NOVA DE SETEMBRO DE 2007.

CALTARS – “TO”

 

  


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Baile de Cola Atada

Baile de Cola Atada

                        O baile de cola atada no Rio Grande do Sul, lá pela década de vinte, aconteciam com discrição de local e estímulo de bebidas alcoólicas. A História procura ocultar por ser uma situação anômala, atípica e insocial. A informação chegou até nós de forma oral. Talvez tenha procedência na Grécia onde as bacantes dançavam para estimular freqüentadores. Os homens despidos da cintura para baixo com a camisa atada para trás e as mulheres, também despidas ou despidas da cintura para baixo com o vestido atado nas costas. Portanto devemos observar atentamente os CCTTGG que permitem que grupos musicais interpretem em seus salões a composição de Anomar Danúbio Vieria e Juliano Gomes, interpretada por César Oliveira e Rogério Melo. Será que eles sabem? Se sabem coitadas das famílias.

                             MINGUATE DE FEVEREIRO DE 2008

                            CALTARS – “TO”

 

Disponibilizamos outras colaborações sobre o mesmo tema:

 

 BAILE DE COLA ATADA

                                               Pesquisado por: Nédio Vani.

 

É o mesmo que bregue, bailanta, bate-coxa, em casa de raparigas. Era assim chamado antigamente quando os homens vestidos de chiripás, dançavam só de ceroulas e com a fralda da camisa atada às costas, imitando a cola do cavalo.                                  

BAILE DE COLA ATADA

                       

O que seria bailar de cola atada?

Para que se entenda melhor o que é: Dançar de Cola Atada, é  necessário que saibamos que a expressão se refere a uma das formas como antigamente se dançava o ritmo BUGIU. Bugiu para quem não sabe, é um macaco das nossas matas silvestre, sendo um animal muito astuto, dificilmente se deixa pegar em armadilhas e tem algumas atitudes parecidas com as dos seres humanos.

Das características do macaco, seu ronco forte e seu jeito de andar, criou-se respectivamente: –  O gênero musical BUGIU, tocado em princípio em ?acordeona de voz trocada? ou gaita ponto, onde o gaiteiro tentava através do jogo de foles imitar o som do ronco do bugiu.- A dança do BUGIU, que procura imitar a maneira como o macaco anda, ou seja, de forma desengonçada, em diagonal e dando pulinhos já que o macaco apóia as mãos no chão para se deslocar.O Bugiu era dançado antigamente pelos rincões suburbanos campestres do Rio Grande do Sul nos ?Bailes de Ralé?, em zonas de meretrício onde em certos momentos já sob o efeito das bebias alcoólicas, o par se deslocava e fazia a seguinte figura:

- O homem agarrava a mulher por trás, colando seu corpo ao dela;

- A mulher amarrava a própria saia às costas do homem. Vale lembrar que algumas dessas mulheres não usavam qualquer peça de roupa sob a saia, armação, bombachinha, meia ou calcinha; Dançando, o par executava a figura que se chamava acasalamento do Bugiu?, ou? DANÇAR DE COLA ATADA? Onde executavam passos que lembram  a forma como o animal (macaco) se relaciona sexualmente com sua fêmea.Por este motivo, o ritmo Bugio demorou a ser tocado e dançado nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) que se reuniam as famílias, a sociedade.Quando o gênero musical começou a ser tocado em ambiente social, dançava-se esta ?marca? com o devido respeito, dentro dos conceitos da melhor e mais alta sociedade, isto é, á ?moda de cidadão? despida de licenciosidade, ou seja, pares enlaçados normalmente, como até hoje persiste nos salões. (Colaboração: Sérgio Graciano – Calhandra de Ouro)

 


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Baile de Cola Atada

            BAILE DE COLA ATADA

 

No tempo de antanho existiu,

o baile de cola atada.

De literatura quase nada,

e o procedimento sumiu.

Por ser insocial sucumbiu,

com outros procedimentos.

A História tem argumentos,

sem divulgar a façanha.

Que fala nele se acanha,

do chulo comportamento.

 

                          Nos bailes de cola atada,

                          gente “direita” não dançava.

                          Nem esse local freqüentava,

                          por ser lugar de chinfrinada.

                          Terminavam em chavascadas,

                          quando não em coisa pior.

                          Sem moradias ao redor,

                          por ser a choldra  incivil.

                          Todos demonstram ardil,

                          em qualidade  menor.

 

Com discrição de local,

e muita bebida alcoólica.

Em acasalação simbólica,

praticavam esse ritual.

Um procedimento usual ,

pelo baixo meretrício.

Sem  praticar armistício,

desde o começo até o fim. 

Com púrpura de carmesim,

quase chagava ser vício.

 

Entrava só quem pretendia,

se entreverar com a ralé.

Ambiente de algum cabaré,

freqüência de pouca valia.

A má iluminação confundia,

as mulheres despidas total.

Os homens  quase igual,

só com a camisa amarrada.

Nas  costas ás pontas atadas,

assim que dançava o casal.

 

Sem família e mulherengo,

foi a estampa do gaudério.

Vivia em constante adultério,

por ser errante andarengo.

Cavalgando um maturrengo,

garras pendentes ao arreio.

Proceder de escasso asseio,

e bailando de cola atada.

Assim completava a jornada,

vivendo as custas do alheio.

 

A socialização do gaudério,

extinguiu com o cola atada.

Não serviu pra gauchada,

por não ser assunto sério.

Desvendado o impropério,

a civilização não tolera.

O que será que se espera,

de que vive nesse ambiente.

Alcoolatra, imoral e indecente,

agregado a patologia severa.

 

                       existem algumas canções,

                       de compositor dicionarista.

                       Impremeditado nativista,

                       colecionador de frustrações.

                       mprando suas gravações,

                        produção independente.

                       tendereteando o vivente,

                       etende insuflar cultura.

                       mexendo sepulturas,

                        busca de termo bifronte.

 

Aquelas pendengas de antanho,

contadas pelos ancestrais.

Não são os fandangos atuais,

sadios e de bom tamanho.

Onde não dança  estranho,

por ser restrito a famílias.

O som invade as coxilhas,

desta Querência bendita.

É dança de quem acredita

do vanerão a quadrilha,

 

                       Evolução é a realidade presente,

                     transmigrando hábitos sadios.

                     Aprimorando nossos brios,

                       formando cultura consciente.

                    Com este caráter insolente,

                       e o estigma do bem-me-quer.

                       Gaúcho  valoriza a mulher,

                       por isso a chama de prenda.

                       Talvez  alguém não entenda,

                       por ter uma origem qualquer.

Esta pujança taurina,

é xucra por excelência

Não  vive de aparência,

quem trás a marca sulina

O horizonte que determina,

o encontro de cada coxilha.

Não meço distância por milha,

nem “tomo mate” em ramada.

Quem baila de cola atada,

é insipiente ou sem família.

 

MINGUANTE DE MAIO DE 2008.

CALTARS – “TO”

                      


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500 ANOS

O PAPA INOCÊNCIO FEZ REINO, E  PORTUGUAL  “AGNUS DEI.”

EM MIL CENTO E QUARENTE E TRÊS QUE O FATO  ACONTECEU.

O TRATADO DE SAMORA AO  ENTÃO CONDADO ESTABELACEU

QUE DOM AFONSO HENRIQUES, FOSSE O  SEU PRIMEIRO REI.

É HISTÓRIA, É CURIOSA. COMO ACONTECEU ISSO  EU NÃO  SEI.

MAS FOI EXATAMENTE ASSIM, QUE COMEÇOU PORTUGAL.

O CONDADO PASSOU A SER  REINO POR  UM TRATADO  PAPAL.

OS ANOS CONSOMEM DINASTIAS, DE BORGONHA OU AFONSINA ,

EXPANDIU SUAS  FRONTEIRAS COM , POSSE DA TERRA SULINA,

ONDE OS MOUROS OCUPAVAM  E TINHAM  O DOMÍNIO TRIBAL.

               

                            MIL QUATROCENTOS E DEZESETE NASCE  SAGRES POR  EDIS,

                           COMO CENTRO  AVANÇADO DE  ESTUDOS E PESQUISAS NAVAIS.

                           PORTUGUESES JÁ NAVEGAVAM, PRETENDIAM  APRENDER MAIS.

                           COM O PROGRESSO DAS CARAVELAS, E A DINASTIA DE AVIS,

                           DOM JOÃO PRIMEIRO INSTITUI O REINO , NUM MOMENTO FELIZ.

                           ESPANHÓIS SE HABILITAM  COM   SANTA MARIA, PINTA A NIÑA,

                           PRETENDIAM IR PARA A INDIA, CERTEZA DA ROTA NÃO TINHA.

                           DOZE DE OUTUBRO DE MIL QUETROCENTOS E NOVENTA E DOIS,

                           COLOMBO DESCOBRE A AMÉRICA, OUTROS CHEGARAM DEPOIS,

                          COM INFORMAÇÕES DESSE FEITO, SE  SABIA PORQUE VINHA.

 

 

COM  O FEITO DE COLOMBO,  RECORRE AO PAPA  A ESPANHA.

PEDINDO  A DIVISÃO DO MUNDO, E ALEXANDRE  VI ATENDEU.

CEM  LÉGUAS DO CABO VERDE, A DEMARCATÓRIA ESTABELECEU

AFRICA PARA PORTUGAL  E A NOVEL AMÉRICA PARA ESPANHA.

DOM  JOÃO SEGUNDO, REI DE PORTUGAL COM   MUITA BARGANHA,

LEVA A DIVISÓRIA A 370 LÉGUAS, COM O TRATADO DE TORDESILHAS,

ESTE ANULA A INTER CAETERA, E GANHA EXTENSÕES EM MILHAS.

SAINDO DE CÁDIZ, NA ESPANHA, ALONSO DE OJEDA COM CAUTELA,

EM MIL QUATROCENTO E NOVENTA E NOVE, CHEGA NA VENEZUELA,

REGISTRANDO O CARTÓGRAFO JUAN DE LA COSA, NOVAS TRILHAS.

 

MIL QUATROCENTO E NOVENTA E NOVE, EM O DIA ERA DE TESTE. PRECISDAMENTE  DIA DEZOITO, PARTE DE PALOS NA ESPANHA

VICENTE YÁNES PINZON,  COM  TRÊS NAVIOS QUE O ACOMPANHA

ATÉ CHEGAR NAS CANÁRIAS  E  CABO VERDE RUMO A SUDESTE

ATRAVESSOU O EQUADOR, REGISTROU TUDO SEM CONTESTE,

EM VINTE E SEIS DE JANEIRO DO ANO DE   MIL E QUINHENTOS,

                        NO CABO DE SANTA MARIA, CONCLUIU SEUS RECONHECIMENTOS.

        CHEGANDO EM PERNAMBUCO, CABO DE SANTO AGOSTINHO,

       REGISTROU  DESCOBERTAS E TUDO O QUE VIU NO CAMINHO.

                      ESPANHA RELATOU TODOS   OS BONS ACONTECIMENTOS.

 

 

A ILHA DAS SETE CIDADES E  A ILHA MISTERIOSA SE VIU.

VARIAVAM A POSIÇÃO  SEM TER CERTA A LATITUDE    .

DUARTE PACHECO PEREIRA, ESCREVEU PRA JUVENTUDE;

“ PASSANDO ALEM  A GRANDEZA DO MAR OCEANO” BRAVIU,

OUTRAS  EXPLORAÇÕES O PRÓPRIO PORTUGAL EXPEDIU.   

PARA CONSOLIDAR O TRATADO E A SUA DEMARCAÇÃO.

ANTES QUE DESPERTASSE INTERESSE, POR OUTRA NAÇÃO. 

A FRANÇA  SERIA  PRECURSORA COM  A VINDA DE JEAN COUSIN,

COMO AS PROVAS SÃO FRACAS, NO CASO FOI POSTO UM FIM,

HOJE NÃO SE ADMITE  MAIS, FOI  SOMENTE  PRETENÇÃO.

 

 

VEJAM SENHORES PATRÍCIOS, A PRETENÇÃO DE  EXPANDIR,

DOS PAISES  DA EUROPA, EXPEDICIONÁRIA DE ANTANHO.

NÃO TINHAM CONHECIMENTO , DE QUAL SERIA O TAMANHO,

DAS TERRAS ORIENTAIS QUE SAGRES  AFIRMAVA EXISTIR.          

NÃO CONHECIAM O CAMINHO, MAS SE AVENTURARAM A VIR.

PARA CÁ TROUXERAM  A SORTE,  E  MAIS UM POUCO DE NADA,

BUSCAVAM FORTUNA E RIQUEZA,  LEVAVAM EM CADA JORNADA,

UM POUCO  DAS ENTRANHAS  BRAVIAS DESTE  NOSSO CONTINENTE .

QUE ERA TÃO CALMO, TÃO FELIZ E  EXTREMAMENTE  INOCENTE.

SOFRE O DESGASTE  DO TEMPO, SEM RECUPERAÇÃO PROGRAMADA.

 

QUEM  CHEGOU NÃO TOMOU POSSE, VOLTOU PRA CONTAR O QUE VIA.

CABRAL CUMPRIU ORDENS DE SAGRES, PARA CONFERIR A NOTÍCIA,

COMO QUE NAVEGANDO A DERIVA, SEM PRETENÇÃO NEM MALÍCIA.

ATÉ AVISTAR  O MONTE PASCOAL, E DAR CIÊNCIA A SUA MONARQUIA,

BAIXOU FERRO E REZOU MISSA, SABENDO QUE PARA A ÍNDIA NÃO IA.

DEU REDEAS DA SUA JORNADA, LEVANDO  PRODUTOS E INFORMAÇÕES,

COMPROVANDO  A  VERACIDADE E  COM TODAS  SUAS CONCLUSÕES.

DE LÁ VIERAM OUTRAS CARAVANAS, PARA POVOAR O CONTINENTE,

CADA VEZ IA MAIS FONTUNA,  E CADA VEZ VINHA MAIS GENTE,

PARA HABITAR O LITORAL E BANDEIRAS EXPLORAR OS SERTÕES.

 

ANO DE MIL E QUINHENTOS, EM  VINTE E DOIS DE ABRI POR ABORTO.

AVISTARAM UM MONTE REDONDO DERAM-LHE NOME DE PASCOAL.

DE IMEDIATO NICOLAU COELHO, CUMPRE AS ORDENS DE CABRAL,

CONTATA COM ALGUNS ÍNDIOS E PROCURANDO  UM BOM  PORTO ,

QUE LHES DESSE SEGURANÇA E ATÉ MESMO  ALGUM  CONFORTO.

NO DIA SEGUINTE  O FREI COIMBRA REZOU A PRIMEIRA MISSA,

BATIZADA POR ILHA DE  VERA CRUZ, JÁ DESPERTANDO COBISSA.

EM DOIS DE MAIO CABRAL, MANDOU DIVIDIR  O CONTINGENTE,

PERO VAZ DE CAMINHA FOI SEU PRIMEIRO ESCREVETE,

MANDANDO NOTÍCIAS  AO REI,  ENUMERANDO PREMISSA.

 

 MIL QUINHENTOS E 34, DOM JOÃO TERCEIRO ERA A LEI

CRIOU  QUATORZER  CAPITANIAS CHAMADAS  HERDEDITÁRIAS,.

DE DEZ A CEM LÉGUAS, FORMARAM LINHAS  DIVISIONÁRIAS.

DISTRIBUÍDAS A DONATÁRIOS;  PARENTES E AMIGOS DO REI.

MARTIM AFONSO E BRAS CUBAS, COMO PROCEDERAM NÃO SEI,

MAS DESENVOLVERAM SÃO VICENTE, COM MAESTRIA E ESMERO.

AGRICULTURA E PECUÁRIA FORAM SEU PROJETO  PRIMEIRO.

GOVERNADORES GERAIS E O S CICLOS DO AÇUCAR E MINÉRIO,

SEGUIU-SE COM OURO E CAFÉ, MAIS TARDE VIROU IMPÉRIO,

CHEGOU A FAMÍLIA REAL NA BAHIA, DEPOIS NO RIO DE JANEIRO.

 

D. PEDRO PRIMEIRO PROCLAMA, A INDEPENDÊNCIA SULINA .

                        SURGE A CONSTITUIÇÃO, INSPIRADA NA DOS FRANCESES.     

ACONTECIMENTOS E REGIMES A MODIFICARAM POR VEZES,

ENTRE  REINO, IMPÉRIO, CONSELHO, REGÊNCIA UNA E TRINA,

NOSSA TERRA BUSCA CAMINHOS, PARA CUMPRIR SUA SINA.

CHEGA O QUINZE DE NOVEMBRO DE MIL OITOCENTO E OITENTA,

COM MAIS NOVE ANOS  A REPÚBLICA, O IMPERIO NÃO AGUENTA.

MANOEL DEODORO DA FONSECA, FOI  O  PRIMEIRO PRESIDENTE,

MIL OITOCENTO E NOVENTA E UM, NOVA CONTITUIÇÃO  VIGENTE

COMO QUERIA RUI BARBOSA, CONSOLIDOU-SE EM NOVENTA.

 

VARGAS E O ESTADO NOVO, O CICLO REVOLUCIONÁRIO ENSINA.

COM QUINZE ANOS DE DITADURA, DE ORGANIZAÇÃO E DIREITO.

CONTINUA O PRESIDENCIALISMO, COM DEMOCRACIA E RESPEITO.

MIL NOVECENTOS E SESSENTA E QUATRO, A CORRUPÇÃO  PREDOMINA

OS PODERES CONSTITUCIONAIS, NÃO COMPREM O QUE DETERMINA,

A CONSTITUÇÃO DO PAIS, DESTA FORMA SURGE O REGIME DE EXCEÇÃO,

HOUVE TROCA DE GOVERNO  E MUDANÇA NA NOSSA CONSTITUIÇÃO  .

AS ELEIÇÕES ERAM INDIRETAS, E  ALGUNS  EXECUTIVOS NOMEADOS,

A EDUCAÇÃO E O CIVISMO FORAM  GRADATIVAMENTE REAVALIADOS,

MAIS TARDE REDEMOCRATIZA, OS QUINHENTOS ANOS DA NAÇÃO.

 

SIMTOMATIZAM MINHA PÁTRIA, COM SINTOMA E APARÊNCIA.

QUE FOI CHAMADA DE ILHA, DE TERRA E   BRASIL CONTINENTE

HOJE AS POTÊNCIAS DO MUNDO, NOS DENOMINAM AMERGENTE.

BASTA QUERER QUE SE PODE, CONSTRUIR  UMA INDEPENDÊNCIA,

É SÓ VALORIZAR O QUE É NOSSO E TER AMOR PELA QUERÊNCIA.

QUERREMOS SER  O QUE NÃO SOMOS, POR FALTA DE IDENTIDADE.

SOMOS  PERFEITOS ESCRAVOS , POR IGNORÂNCIA E VAIDADE.

TODOS TRABALHAM PARA POUCOS, QUE VIVEM FAZENDO FESTA.

SÃO OS CHAMADOS ELEITOS, REGENTES DA MESMA ORQUESTRA,

QUE PERMITEM CONCENTRAÇÃO E TERRÍVEL DESIGUALDADE.

 

 

          CONSTATARAM  NÃO SER ILHA, UM GRANDE CONTINENTE SIM.

TERRA DE SANTA CRUZ FOI NOME, BEM ANTES DE SER BRASIL       

.CADA VEZ  MAIS  INTERESSE, PARA CONHECER SEU PERFIL.

VEIO  GENTE E FOI RIQUEZA POR ANOS E SÉCULOS SEM FIM.

NOS QUINHENTOS ANOS UMA FADA VEIO E CONTOU “ PRA MIM:”

- É MUITO DIFÍCIL PURIFICAR, OS DESCENDENTES DESSAS RAÇAS,

HAVERÃO MUITOS DESVIOS, INCOMPETÊNCIA E DESGRAÇAS.

NORMAS NÃO SERÃO CUMPRIDAS, POR VASSALO E MANDATÁRIO,

PARA POUCOS “ TRIPA FORRA”, E  PARA MUITOS O CALVÁRIO.

QUE  FICOU DENTRO DA ILHA, EMOLDURADO EM CHALAÇAS.

 

PARA SER  CAPATAZ DA ESTÂNCIA,BASTA NÃO FALAR CONTUNDENTE.

UNS FAZEM OUTROS DESMANCHAM E NINGUÉM SE RESPONSABILIZA,

MENOS PROSA E MAIS SERVIÇO É  UNICAMENTE O  QUE PRECISA.

A FORMULA DO SUCESSO  ESTA ESCRITA NUM ESPAÇO EXISTENTE,

ENTRE A ESTRELA BOIEIRAE E OS RAIOS DO  SOL NASCENTE.

ESTA MENSAGEM SILEPSE,  QUE ORNAMENTA O  FIRMAMENTO,

EXISTE PARA ORIENTAR, OS QUE DESEJAM TER CONHECIMENTO.

MUITOS INDICAM POUCOS, PARA ASSUMIREM O GRANDE  POSTO

BASTA TER AMOR A PÁTRIA E VIVER, COM O SUOR DE SEU ROSTO

TRABALHAR COM SEGURANÇA,  SEGERE   DESENVOLVIMENTO.

 

                    AGUARDAMOS  PARA ALGUM DIA,  O QUE NÃO SE ESCLARECEU

                    QUANDO OS “ZÉ ” MANDAREM  TODAS  AS “SIGLAS” PARA O LIXO,

                    E, ESCOLHEREM UM CAPATAZ,  DE COMPETÊNCIA A CAPRICHO,

                   QUE SAIBA LIDAR COM O  NOSSO, SEM MISTURAR COM O SEU,

    SOLIDIFIQUE  OS VALORES QUE CADA UM DE NÓS APRENDEU;

    E MANDE OS PIÁS “PRO” ENSINO – E, ESTE  DE COMPETÊNCIA,

    COM CULTURA SÃO SADIAS A INFÂNCIA E ADOLECÊNCIA.

    NÃO PRECISAMOS  PEDIR FIADO, NEM DEPENDER DE AUXILIO,

    VIVEMOS SOB O  IMPONENTE VERDE E AMARELO CAUDILHO,

    QUE SERVE DE DISTINTIVO, NA MAIS LINDA DAS QUERÊNCIAS.

 

 

CRESCENTE DE NOVEMBRO 2000

CALTARS – “TO”

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Distância de Seguimento.

 

                        É dever de todo condutor de veículo, guardar distância de segurança entre o veículo que dirige e o que segue, imediatamente, à sua frente. A distância de seguimento é mais importante pela circunstância de que dentro desta estão às distâncias de reação, distância de frenagem, distância  de parada e distância de segurança. Este complexo de distâncias são analisadas da seguinte maneira: A distância de seguimento absorve a distância de reação. Esta, a distância de reação é o deslocamento do veículo no tempo em que o condutor vê o perigo e toma providência para evita-lo. Um condutor normal, isto é, em perfeitas condições de saúde elabora esta reação em aproximadamente 0,75 segundo, neste tempo um veículo que se desloca a 80Km/h percorre 16,65 metros. Esta distância somada a de frenagem que influem diversos fatores tais como pneus, asfalto seco ou molhado, paralelepípedo ou qualquer outro tipo de pavimentação, sempre considerando se está seco ou molhado. Considerando uma via revestida com asfalto  e este em estado seco, após acionar o sistema de freios até a imobilização do veículo ele percorre 31,30 metros. Agora temos duas determinantes, a distância de reação, 16,65 metros e a distância de frenagem 31,30 metros, estas duas constituem a distância de parada, portanto  47, 95 metros para o veículo ficar imobilizado.  Para chegarmos a distância de  seguimento falta-nos a distância de segurança que é a que pretendemos manter do veículo  que se desloca  imediatamente a nossa frente. Esta depende muito do preparo de cada condutor. Recomenda-se que a distância de seguimento seja correspondente a metade da velocidade desenvolvida, isto é, se você desloca-se a uma velocidade de 80 quilômetros por hora e distância de seguimento recomendável é de aproximadamente quarenta metros do veículo da frente. Distância legal é aquela que está escrita nas placas de regulamentação e  distância segura é a que depende de fatores adversos, tais como: Asfalto molhado, neblina, excesso de luz, (ofuscação) carência de luz, (penumbra) mudança brusca de luz natural para luz artificial, condições adversas do veículo, da via da carga, do condutor, da carga, dos passageiros  e tantas outras. Vale a pena trafegar observando a distância de  segurança. Saiba ir para poder voltar.

 

 

 


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Encontro

 

Com todos estes acontecimentos, que o cotidiano no oferece, em muitas oportunidades, a gente cruza por uma pessoa e nem a cumprimenta.  Depois,  as desculpas são várias. Estava distraído.  Andava pensando noutra coisa, Etc. Etc. Pois bem, isso aconteceu dias atrás quando encontrei com Tapejara, meu amigo e meu mestre. Cruzei-o no mesmo passo que andava. Ouvi uma voz conhecida que exclamava o termo peculiar, – Homem! não me reconheces mais? – Virei-me rapidamente, procurando atender o chamamento e antes que lhe pedisse desculpas pelo acontecido estendeu-me a mão dizendo: – Estas desculpado, mas é contigo mesmo que eu preciso conversar. Ando observando que os jovens estão recebendo uma série de informações erradas, invertendo valores, usando termos falaciosos e não vejo ninguém preocupado com essa situação. Vou te citar um exemplo: Agóra mesmo uma moça perguntou-me: – Tio que horas são? – Ora, eu aprendi que “tio” é o irmão do nosso pai, o irmão da nossa mãe e por afinidade o marido da nossa tia. Busquei estas informações nos registros de Plácido  e Silva que dá uma conotação jurídica dizendo:  “Tio designa  o filho do avô, ou seja o irmão do pai, ou irmão da mãe. Os tios indicam-se parentes colaterais, estando ligados aos sobrinhos por um vínculo ou parentesco de terceiro grau. Sobre o mesmo termo ensina-nos Aurélio Buarque de Holanda Ferreira que “Tio” vem do grego ( theios), pelo latim “thiu. É substantivo masculino e significa o irmão dos pais em relação aos filhos destes.  E, por extensão o marido da tia, em relação aos sobrinhos desta. Sabe-se que no Nordeste esse termo em determinadas regiões é usado para designar pessoas amigas dos pais, porem, nós aqui dos Pampas, quando desejamos acarinhar uma pessoa amiga dos nossos genitores ou uma pessoa de mais idade, sempre usamos o hipocorístico de tio, ou seja “Titio”,  que nada tem a ver com parentesco nenhum, tão-somente revela admiração e respeito pela pessoa que se fala. Será que a Tradição é globalizsável?  Dizendo isso saiu sem falar mais nada. Fiquei olhando afastar-se com uma imponência nobre, de pessoa firme em direção ao horizonte da sabedoria sem . . . nem mesmo ouvir a minha resposta.

 

CRESCENTE DE MARÇO DE 2008.

CALTARS.        “TO”

 

 


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Chasqui

 

Os Incas chamavam chasquis aos correios que tinham postos pelos caminhos, para levar com rapidez  os mandatos do Rei e trazer as novas e avisos que tivessem importância, perto ou longe em seus reinos e províncias. Para isto tinham a cada quarto de léguas ( hum mil e quinhentos metros) quatro ou seis índios moços e ligeiros, que ficavam em duas cabanas para defender-se das inclemências do céu. Levavam os recados de uma cabana para os da outra, um olhava para um lado do caminho e o outro para o outro, para descobrir os mensageiros antes que chegassem até eles e os vissem para transmitir o recado a fim de não perderem tempo algum.

Para isso punham sempre as cabanas no alto e também as punham de maneira que se vissem umas ás outras. As cabanas ficavam um quarto de légua porque diziam que distância é que um índio poderia correr ligeiro e atentamente sem cansar-se.

Chamavam estes correios de CHASQUIS, que quer dizer trocar, andar e tomar, que é o mesmo, porque trocavam, davam e tomavam de um para outro, e de outro para outro, os recados que levavam. O recado ou mensagem que os chasquis levavam era de palavra, porque os índios do Peru não sabiam escrever.

As palavras eram poucas e muito simples e correntes para que não se trocassem e, por serem muitas, não fossem esquecidas.

Levavam outros recados, não de palavras, mas de fios e nós que colocados em determinada ordem, os governantes se entendiam para o que haviam de fazer. Os nós e as cores dos fios  significavam  o número de pessoas, armas, roupas ou qualquer outra coisa que se houvesse de fazer, enviar ou aprisionar.

Ainda havia outras maneiras de dar avisos. Durante o dia pela fumaça e à noite com labaredas. Os chasquis sempre percebiam o fogo e a fumaça e levavam sempre, de noite e de dia, revezando-se para perceberem qualquer aviso. Este aviso por fogo era somente dado quando havia alguma rebelião no reino. Este era o ofício dos chasquis e os recados que levavam.

O gaúcho tipo forjado de diversas etnias, aculturando hábitos e costumes de todas as raças que lhes emprestaram formação, adicionou este  termo com as mesmas funções. (VEJA, Inca Garcilaso de la. Comentários Reaales de los Incas – Peru, 1973)

 

NOVA DE SETEMBRO DE 2007.

CALTARS – “TO”

 


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