segunda-feira, 21 de maio de 2012

Arquivos do dia » 29, julho 2008

Lembranças

 

 CHEGOU DESPACITO E FICOU,

NAS PLAGAS COMO SEU DONO.

ERA LINDO VER O ENTONO,

DO PIÁ, DO MOÇO, DO TAITA.

POR ENTRE ACORDES DE GAITA,

E SUA MENTE PREVILEGIADA.

SE CONSAGROU NA PAYADA,

E COMPOSIÇÕES MISSIONEIRAS.

DESFRALDOU ESTAS BANDEIRAS

ORGULHA DA GAUCHADA.

 

 

DECLAMOU PAYADAS E ESCREVEU,

COM BRIO, TALENTO E VISÃO.

POIS, “DE FOGÃO EM FOGÃO”,

PASSOU A QUERÊNCIA PAMPEANA,

MONARCA DE ESTILO BUERANA,

LOGO VEM “GALPÃO DE ESTÂNCIA”,

COM MAIS RECHEIO E SUBSTÂNCIA,

“POTREIRO DE GUACHOS”, APARECE.

“VOCABULÁRIO PAMPEANO”, É PRECE;

E DÁ INFORMAÇÕES EM ABUNDÂNCIA.

 

 

SUAS OBRAS SÃO MANANCIAIS,

DA NOSSA CULTURA GAUDÉRIA.

CADA QUAL DELAS, MAIS SÉRIA,

AO ESTILO DE SEU AUTOR.

NA TRADIÇÃO FOI DOUTOR,

FOI TAPEJARA EM REPENTE.

PARA OS QUE ESTIMAM O PAGO.

NÃO FOI POR FALTA DE AFAGO,

QUE HOJE SE ENCONTRA AUSENTE.

 

 NÃO HÁ RINCÃO QUE NÃO TENHA,

ALGUMAS DE TUAS POESIAS.

ESCREVER SEMPRE PODIAS,

SEM MEDIR DIFICULDADE.

COM ORGULHA E SEM VAIDADE,

ABRISTE MUITOS CAMINHOS,

FLORIDOS E SEM ESPINHOS;

PARA QUEM PEDIA CARONA.

A SORTE NÃO ABANDONA,

OS QUE CONSEGUEM PADRINHOS.

 

BONDADE TINHA DE SOBRA,

E PREPARO MAIS QUE O PRECISO.

JAMAIS CALCULOU PREJUÍZO,

DOS DOTES E DO QUE FEZ.

CADA UM TINHA SUA VEZ,

NA SENSATEZ  DO COMPANHEIRO.

DA VARANDA PARA O TERREIRO,

BUSCAVA O CAMINHO ASTUTO.

NUNCA HAVERÁ SUBSTITUTO,

PRA  O PAYADOR MISSIONEIRO.

 

MIL GRACIAS. TE AGRADEÇO,

EM NOME DOS QUE AQUI ESTÃO.

QUE TE RECEBE, O PATRÃO,

E TENHAS LUGAR DE DESTAQURE.

POIS NÃO SE MUDA O SOTAQUE,

DO QUE FIZESTE E AQUI FICA.

SÓ TU MESMO JUSTIFICA.

FOSTE TAITA SEM SER MAU,

JAYME CAETANO BRAUN,

O RIO GRANDE TE GRATIFICA.

 

NA MISSÃO DE DAR CIÊNCIA,

SE OPUVE, SE VÊ E SE ESCREVE.

SEM A INTENÇÃO  DE SER BREVE,

NEM  CISMA DE SER EXTENSO.

É PRÁ REGISTRAR, O QUE PENSO

SOBRE A PERDA DESTE VALOR;

QUE DEDICOU TANTO AMOR

ÁS GENTES E A TERRA NATAL.

REGISTRA A “VIDA REGIONAL”,

SAUDADES; DO POETA PAYADOR.

 

 

                                 MINGUANTE DE AGOSTO DE 1999.

                                 CALTARS  -  “TO “

 

 

 


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O Cavalo

 

 

 

 

                                   No ciclo do gado o animal favorito não é o novilho, o boi ou a vaca, mas o cavalo. Nessas regiões o bom cavaleiro e título acima de todos. Ter cavalo e andar a cavalo era título de elevação social, refletindo a pura tradição jurídica das “ordenações do reino”. ( Livro V, tit. CXXXVIII,) Nas justificações para familiar do Santo Ofício, o montar a cavalo era elemento de valimento real. O cavaleiro não tinha o seu cavalo próprio para a guerra, perdia a dignidade e a exceção  da julgada com que seus bens eram honrados. O cavalo era a   explicação para aproximar-se do rei e fazer-se notar no combate. Começava a usar armas defensivas, o escudo, a loriga, a cota e o elmo reluzente. Assim  nascia um fidalgo. A honra do cavaleiro era o cavalo. O cavalo era do cavaleiro e somente montado por ele. Era uma distinção notável o empréstimo a um amigo ou  visitante ilustre. Comentava-se no lugar o ocorrido, digno de registro oral. Inúmeros privilégios do cavaleiro medieval resistiram os tempos, atravessaram os séculos e chegaram até nós, especialmente ao gaúcho. Sabe-se que segurar o estribo para que alguém  monte é altíssima homenagem até hoje. (Lembremos o Imperador Henrique IV  segurando o estribo em Canossa para que o Papa Gregório VII montasse sua mula  - 1077 ).  Conservar ou não esporas dentro de casa indicava o grau de amizade com o fazendeiro. Em determinadas regiões era lícito adentrar nas residências com o chapéu na cabeça, mas sem esporas. Nas residências amigas verificava-se o contrário. As esporas dos cavaleiros, tinindo, arrastando no piso das residências, anunciava-se o companheiro, o irmão, o par, o igual, mas sem chapéu na cabaça. Muitos fazendeiros não permitiam, assim mesmo que seus escravos, capatazes, peões e filhos menores, usassem duas esporas. Podiam usar apenas uma, em qualquer calcanhar, mas apenas uma. Quando os filhos menores casavam ou deixavam de ser imberbes, então adquiriam o direito de andar com as duas esporas, até mesmo na estância do pai. Estes hábitos, sobremaneira, respeitadas as proporções, continuam vivos na vida sociocultural do gaúcho. Observa-se que o gaúcho – estamos nos referindo ao GAÚCHO, não aos travestidos de gaúcho ou gaúchos por conveniência – jamais cumprimenta uma pessoa de chapéu na cabeça, também não é usual entrar ou usar chapéu no interior de residências ou locais cobertos. Imaginem, se naquele tempo já existia respeito ao semelhante, porque será que esse respeito não permaneceu juntamente com os hábitos sadios que viraram séculos. O leitor sabe me dizer?

 

 

 

NOVA E NOVEMBRO DE 1998

CALTARS – “TO”.


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Gado

GADO

 

            Uma das riquezas brasileiras,  em especial do Rio Grande do Sul, é o gado. Fonte de alimento para suprir necessidades proteicas da população, que foi envolvida pela cultura  sulina de ter como prato principal, o churrasco. Muito embora o churrasco não seja privilégio nativo do  Rio Grande do Sul.  A História nos informa que 900 anos a. C., Homero descreve uma festa que Aquilles oferecera a Ájax e, nesta  descrição consta o churrasco assado em espeto ao calor do fogo, fato, segundo a citação, assistido por Pátroco. Quando a senhora Ana Pimentel, esposa de Martim Afonso de Souza, donatário da Capitania de São Vicente, importou de Portugal em 1534, algumas cabeças de gado, talvez não imaginasse que se propagaria ate Piratininga, para dessa localidade, algumas serem transportadas para Assunção, no Paraguai, pelos irmãos Cipião e Vicente Gois por determinação do Capitão espanhol Juan de Salazar de Espinñosa, que em 1555 regressara para aquela localidade de onde viera. Os irmãos Gois conduziram até a Capital do Paraguai sete vacas e um touro, as tradicionalmente chamadas  “vacas de Gaete”.  O Paraguai aumentou cosideravelmente seu rebanho com gado procedente do Peru. No ano de 1634 o Pe. Cristóvão de Mendoza Y Orellana acompanhado de índios Guaranis, chefiados pelo  morubixava Guaiamica tropearam do Sul do Paraguai para o Noroeste do Rio Grande do Sul, mil e quinhentas cabeças de gado, com a finalidade de  abastecer as primeiras Reduções do  período inicial 1626.  Esta tropa foi distribuída por quinze povos, cada um recebeu noventa e nove vacas e um touro. Desta forma  realizou-se a primeira tropeada na nossa Querência, dando início ao tropeirismo e, imediatamente o tradicionalismo, as lides, o manuseio do gado nos criatórios fez com que aumentasse, consideravelmente o número de rezes até surgirem grandes rebanhos, a maioria chimarrão, os quais formavam as Vacarias dos Pinhais, quando em pleno desenvolvimento foi assaltada por bandeirantes paulistas levando grande parte do gado. Os jesuítas  arrebanharam o que sobrou e rumaram para o Sul,  lá constituindo as Vacarias do Mar. Novamente foram devassados por preadores.  .Sem desistir do empreendimento, constituíram a Estância do Yapeyu (japeju), o que alguns autores consideram  Vacarias do Uruguai. As vacarias eram consideradas bem comum “avambaé”, funcionavam como  cooperativa, procedimento que os jesuítas aculturaram  e aperfeiçoaram dos Guaranis onde todos trabalhavam  em prol da comunidade. As vacarias tiveram grande expansão até o Tratado de Madrid, em 1750. Portugal entrega a Colônia do Sacramento para a Espanha e esta entrega a Portugal os Sete Povos, tendo este procedimento desmobilizado o trabalho comum dos tuxauas guaranis ficando o gado  ao bel-prazer dos faeneros, dos preadores, e mais tarde dos  changadores constituídos por  gaudérios], desertores, índios, charruas e outros. Mesmo assim muitos hábitos continuaram  ativos, tais como o emprego das boleadeiras, do laço, do xiripá e tantos outros. Destes, os mesmos hábitos passaram para os portugueses que entregaram aos imigrantes, que os adequaram as necessidades hodiernas para uma produção mais apurada, com menor esforço e maior produtividade. Esta minúscula informação, sobre a origem do gado no Rio Grande do Sul que exigiu a presença do ofício de tropeiro, não pode desconhecer a participação  de Francisco de Souza Faria que em 1727  começou abrir um caminho  denominado estrada dos conventos que diminuiria consideravelmente a distância entre a Colônia do Sacramento e o povoado de Laguna que consumia  setenta adias.  A estrada dos Conventos iniciava na foz do Ararangua e subia até onde o atual município de Lajes. Este empreendimento não chegou a ser concluído.  Mais tarde, o  jovem lusitano Cristóvão Pereira de Abreu  em 1730 -32  com o auxilio do Padre-Mestre Diogo Soares, cartógrafo mandado pelo  Rei para mapear  a região, conseguiu concluir a Estrada dos Conventos que ligava os Campos de Viamão a Lajes e  por ela  começaram tropear castelhanos, preadores e tropeiros. Inclusive o próprio Cristóvão Pereira em 1732  conduziu uma tropa  composta de aproximadamente, de três mil animais, até  a feira de Sorocaba em São Paulo. Por ordem de Gomes Freire de Andrade, o tropeiro Cristóvão Pereira  de Abreu abriu o caminho das tropas para as Missões ligando Laguna a região missioneira pelas localidades de  Bom Jesus, Vacaria, Lagoa Vermelha, Passo Fundo,  Carazinho, Cruz Alta e Palmeira das Missões. Estes  pioneiros da lida com o gado deixaram para nossos estancieiros a marca da persistência e bravura. Hoje com a evolução tecnológica, o manuseio de animais é  completamente diferente do daqueles tempos, mas se não fosse todos estes acontecimentos não estaríamos realizando projeções folclóricas e tradicionais nas nossas Festas Campeiras, promovidas e preservadas pelo Movimento Tradicionalista do rio Grande do Sul.

 

NOVA DE ABRIL DE 2008.

CALTARS – “TO”.


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Tirador

 

 

 

                        O tirador é uma peça da indumentária campeira, a qual, segundo o professor Antônio Alvares Pereira Coruja, é  uma peça de couro sovado que os laçadores põem ao redor da cintura quando laçam a pé; serve para  amparar as ilhargas ao laçador quando estica o laço. Também é usado para pealar com as mesma finalidades, isto é proteger o usuário do tirão do laço. Sobre esta peça as  referência que  primeiro aparecem  na querência de São Pedro m são de Jean-Baptiste Debret, refere-se a um pedaço de couro pendurado na cintura que faz parte de seu costuma. Nicolau Dreys, quando aqui esteve, (1820) também  faz referência ao tirador: ‘ os gaúchos usavam por cima do chiripá, o cingidor, pedaço de couro que destinava-se a proteger a perna da fricção do laço. O tirador, sendo exclusivamente uma peça da indumentária de serviço, com o passar do tempo sofreu modificações quanto ao seu formato, dimensão e uso, porém, sempre como traste de atividades campeiras.  Os campeiros destros usam o tirador na lado esquerdo, quando estão a pé, quando estiverem montados e vão desempenhar atividades com o laço, passam o tirador para o lado direito, agora com a função de proteger a roupa contra o atrito dos rodilhas do laço. O tirador, também sofreu um processo de adaptação e funcionalidade, na fronteira, nas missões, planalto, serra e Bagé, cada  uma dessas regiões o tirador adquiriu  um tipo, porém com a mesma finalidade, sempre para proteger as vestes  e os membros inferiores do usuário. O tipo de tirador mais usado na fronteira é  retangular, com flécos curtos e somente na parte inferior com dois reforços nos cantos superiores de onde saem tiras de couro para prendê-lo à cintura, seu comprimento atinge, mais ou menos, a boca do cano da bota. O tirador usado na região missioneira é muito semelhante ao da fronteira, também de formato retangular, com flécos curtos, reforços nos cantos superiores e preso a cintura com um cinto com fivela, uma espécie de guaiaca. Na região do planalto  o tirador  apresenta-se com a parte inferior de forma arredondada, como se fossa um retângulo, porém,  os cantos inferiores arredondados com flécos em toda sua volta, menos na parte superior  onde prende uma tira de couro para ajustar à cintura do usuário. Na serra o tirador também, apresenta-se em forma retangular, com reforços nos cantos  superiores onde prende uma tira de couro para fixá-lo à cintura, flécos longos, quase metade do cumprimento do tirador,  somente na parte inferior da peça, e, o tipo tirador usado na região de Bagé um couro retangular, semelhante a todos os outros quanto ao comprimento, ultrapassa levemente a boca do cano da bota, cantos superiores reforçados onde fixa tiras de couro para ajustar à cintura, este é o único tipo que não tem flécos. Em síntese estes são os tipos de tirador que o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore apresenta aos gaúchos interessados em conhecer ou usar esta peça da indumentária campeira. O tirador é uma peça que só se usa em serviço, portanto, não é recomendável e nem tradicional que nela o gaúcho pinte ou aplique desenhos ou letras.  Também  não é tradicional nem recomendável o seu uso em atividades sociais, tais como fandangos, festas religiosas, almoços e jantas em locais coberto, em síntese: não se usa tirador em toda e qualquer atividade social.  O tirador é usado em  atividades campeiras ou qualquer   outra atividade eqüestre, porém, é lógico seu usuário há de ter conhecimento e perícia  com o manejo do laço.

 

MINGUANTE DE JUNHO DE 2004

CALTARS – “TO”


Farrapo

Foram chamados Farrapos,

Os Farroupilhas – Republicanos.

Defenderam por quase dez anos,

A Pátria, a nação, a liberdade.

Lutaram para diminuir a vaidade,

E a gana voraz do império,

que não administrava sério,

A  Província Rio-Grandense,

Muito embora alguns pensem;

Que usavam o mesmo critério.

 

Brasileiros de respeito,

Honestos, bons e leais.

Extensão dos ancestrais,

Pacíficos como criaturas,

Guerreiros pela bravura,

Vaqueanos por conhecimento.

Rio-Grandenses de nascimento

E quem não era nato ficava,

Pela proposta que ecoava,

Um total descontentamento.

 

O movimento se instala,

No sangue nativo e Pampeano.

Temperado pelo Minuano

Com cheiro de liberdade.

Varrendo campo e cidade,

Em busca de um direito,

E pelo que não foi feito,

Nesta província sem dono.

Pois era total o abandono,

E os presidentes sem pleito.

 

 De partido a movimento, e deste à revolução,

Bravos farrapos iniciaram a busca ideal.

Contra o poder e o desmando imperial,

Bento Gonçalves e Canabarro arquitetam,

Souza Neto e Teixeira Nunes, completam,

Com as tropas nativas e batalhas sem fim,

Garibaldi, Onofre  Pires, com Gomes Jardim,

Acompanham Almeida e Mariano de Matos,

Bernardo e Marciano se inteiram dos fatos

Sob o som e  ordem de um mesmo clarim.

 

O encontro da Azenha, foi o marco inicial

Entrada em Piratini e tomada de Rio Pardo.

A derrota em Rio Grande foi um fardo,

Para a brava e insipiente tropa caudilha.

Restaurando Porto Alegre, Seival foi a trilha,

Da república almejada na província pampeana,

Alegria Farrapa, com  imperiais na campana.

Na batalha do Fanfa, prendem, Tito e  Bento,

Ficaram os farrapos num desolado lamento,

Até a fuga do Forte feito  a nado e chalana.

 

   A tomada de Lages; capital em Caçapava.

  Garibaldi transporta o Rio Pardo e  Seival.

  Em campos Rio-Grandenses a Armada Naval.

 De Patos ao Tramandaí vão os barcos em coluna

 República Juliana e tomada de Laguna.

 Combate do Taquari, indeciso sem sorte,

 Muito frio, pouca pilcha e difícil transporte

 Porto Alegre é titulada “mui leal e valorosa”,

 O assassinato do vice desmoraliza a gloriosa,

  E o duelo dos tauras culmina  com morte.

 

Caxias assume o comando das tropas.

Com poder, recurso, mais um bom arsenal.

Alegrete aparece para sediar  a  capital.

Ponche Verde é combate,  resultado indeciso

A revolta enfraquece pelo grande prejuízo.

Legalistas dominam a Província em chama.

O massacre em Porongos mais sangue derrama.

Quaró é o combate que  dá fim ao almejado;

Sem arma, sem poncho, as vezes mal montado.

A paz em Ponche Verde, é Caxias quem  proclama.

 

 O ideal dos farrapos custou vidas preciosas.

Nuca foi atingido por motivos pessoais,

A miséria e o cansaço, antagoniza os rivais.

Assinatura da Paz, Ponche Verde é marcante.

Aos coronéis e guerreiros o Império garante

Os  seus postos e alforria aos escravos libertos.

Liberdade aos prisioneiros em destinos incertos.

A república, e os anseios:  não puderam alcançar.

Resistiram o que deu. Não conseguiram agüentar.

Sonhos desfeitos, miséria presente interesses encobertos

 

                                      CHEIA DE AGOSTO DE 1999.

                                      CALTARS – “TO”.

 

 

 

 


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