quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arquivos do mês » agosto, 2008

Prenda

PRENDA, etimologicamente procede do latim (pignera) o que significa penhor. Considera-se, também predicado, qualidade, dote, habilidade, aptidão (é moça de várias prendas artísticas), isto é : moça da várias qualidades, moça da várias habilidades. Prenda, segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, também é entendido pelo objeto que no jogo de “prendas” o perdedor entrega ao ganhador para identificar sua condição de perdedor na aplicação da penalidade. E, no Rio Grande do Sul é entendido como jóia.O dicionário regionalista de Zeno e Rui Cardoso Nunes afirma que: prenda é substantivo comum e é uma jóia, uma relíquia, um presente de valor. Em sentido figurado, aqui no Rio Grande do Sul é a MOÇA GAÚCHA. O Roque Calage, juntamente com Luiz Carlos de Moraes, Antônio Álvares Pereira Coruja e Romanguera Corrêa na obra Vocabulário Sul-Rio-Grandense citam prenda como: Jóia, relíquia, presente de valor (Manoel do Carmo em Cantares da Minha Terra) Com a diferença como se vê que jóia, aqui é a jóia em si, ao passo que no vernáculo é a jóia ou objeto que se dá como lembrança. Neste panorama nasce no Rio Grande do Sul, no ano de l948 um interesse pela valorização das coisas do Rio Grande. Este interesse vem acompanhado do culto às Tradições da nossa Terra, juntamente com isto incrementa-se o uso da indumentária gaúcha, com a evolução do Movimento ocorre o fenômeno da socialização do “galpão”. Este passa a ser um local de reuniões sociais e não mais aquele local de guardar instrumentos de trabalho e depósito de produtos. Nesta altura dos acontecimentos, 24 de abril de 1948, surge no seio da Sociedade Rio-Grandense o “35”, CTG com Patronagem significando diretoria e no Movimento Tradicionalista Gaúcho quem não pertence a diretoria, isto é, os associados das Instituições Tradicionalista são chamados de “peão” e as associadas foram designadas de “prendas” foi este o termo que o gaúcho encontrou para respeitosamente homenagear a mulher gaúcha “prenda”. Uma jóia. Uma pessoa que reúne diversas qualidades e, assim ficou consagrada na Querência essa denominação para as associadas dos Centros de Tradições Gaúchas. Com a implantação do Concurso de Prendas, no Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, houve a necessidade de dividir em categorias pois não seria justo uma prenda de dezessete anos, por exemplo, cursando o Segundo Grau competir em concurso com uma de nove ou dez anos, estudando ainda no Ensino Fundamental. Conhecido este termo podemos concluir que “prenda”, no sentido figurado, aqui no Rio Grande do Sul é a moça que atua nos Centros de Tradições Gaúchas com mais de dezoito anos. Mesmo porque, no concurso de prendas existe uma classificação por idade previsto na alínea “a” do inciso V do Regulamento do Concurso de Prendas do MTG categoria MIRIM as concorrentes deverão Ter a idade de 09 a 13 anos, na categoria JUVENIL de 13 a 17 anos incompletos e a categoria adulta deverá ter no mínimo 17 anos completos.

CHEIA DE Agosto DE 2008.

CALTARS – “TO”!


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Pesos e Medidas

 

                                               Aqui no Rio Grande do Sul, no mês de setembro, todo mundo vira gaúcho, ou todo mundo fica gaúcho. É exatamente isso.  Nós viramos ou ficamos gaúcho sem conhecermos o mínimo necessário, da cultura que pretendemos participar. É muito fácil, como bom brasileiro e, especialmente, bom gaúcho, vestirmos uma bombacha, atarmos um lenço no pescoço, calçarmos umas botas, colocarmos um chapéu na cabeça, tomarmos um trago, falarmos errado e nos sentirmos gaúcho. Isto a grande maioria imagina ser e, alguns assim procedem.Nosso Estado tem o privilégio de oferecer aos seus filhos uma filosofia de vida que valoriza em primeiro lugar o que é nosso. O que é gerado aqui. Depois de esgotar a nossa capacidade de produção, aí sim, vamos buscar o complemento onde quer que ele esteja. Isso, em poucas palavras, é o perfil do tradicionalismo no sentido prático, no cotidiano. Com esse amor a querência é que Apolinário Porto Alegre, liderou  um grupo de jovens  intelectuais e criou o Partenon Literário em 18 de julho de 1868. Com o mesmo entusiasmo e espírito de Rio-Grandense nato, o Santa-mariense, João Cezimbra Jacques, no dia 22 de maio de 1898 institui o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, ativo até hoje.Com a fundação deste, inicia-se  o ciclo dos grêmios, a União Gaúcha de Pelotas, em 10 de setembro de 18999; o Centro Gaúcho de Bagé, em 20 de setembro de 1899, o Grêmio Gaúcho de Santa Maria, em 12 de outubro de 1901, o Grêmio Gaúcho de Livramento, fundado em 1904; a Sociedade Lombagrandense fundada em  31 de janeiro de 1938. Logo em seguida, nasce a 19 de outurbo de 1943, o Clube Farroupilha de Ijuí, apenas cinco anos mais tarde, um grupo de jovens estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, componentes do Departamento Tradicionalista do Grêmio Estudantil do citado estabelecimento de ensino, após muitas reuniões e debates, fundam no prédio número 707 da Rua Duque de Caxias em Porto Alegre o “35” C T G que teve como titular da primeira Patronagem Glaucus Saraiva da Fonseca. Houveram outras instituições fundadas em localidades diversas do Rio Grande do Sul desde a instalação do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre até o evento do “35”C T G, porém, ainda não possuímos todos os dados para uma perfeita informação.Tudo isso ocorreu em aproximadamente 133 anos. Para uma cultura é pouco, para uma avaliação, acredito ser tempo suficiente para  num momento  de reflexão cotejarmos o esforço dos nossos ancestrais, o heroísmo dos Farrapos e o procedimento atual do gaúcho. Vamos começar indagando sobre os nossos símbolos. Pois povo sem tradição é povo sem pátria; e povo sem pátria não é povo. Claro que você sabe, mas responda aos que ainda não aprenderam: Quem é o autor da poesia, da música e do arranjo para piano do Hino  da República de Piratini? Se você responder que a poesia é de Francisco Pinto da Fontoura, a música do maestro Joaquim José de Mendanha com arranjo e adaptação para piano de Antônio Tavares Corte Real, você respondeu errado. Este, é o Hino da República  Rio-Grandense, que teve como capital a cidade de Piratini. República de Piratini nunca existiu. E que tal um  questionamento sobre a simbologia e as cores da bandeira do nosso Estado? Isso é o mínimo que um turista deve saber sobra a terra que visita e nós que moramos aqui, temos conhecimento suficiente para satisfazer o questionamento? Tenho confiança que você responderá que sim; caso contrário, não estamos valorizando o que é nosso e nem  o esforço dos nossos ancestrais, que tanto lutaram para nos entregar esta beleza de Querência.

 

 

MINGUATE DE AGOSTO DE 2008

CALTARS – “TO”

 


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Chiripa

 

                        O chiripá é uma peça  singela, pelo que se conhece, foi usado por diversos povos.  A palavra chiripá,  pelos registros de  Tito Saubidet “Vocabulário y Refranero Criollo” procede do quíchua (chiri = frio; – pac = para) para o frio. O caderno  numero quatro do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore informa que os índios cavaleiros do Tape,  mesmo de tribos distintas, porém com  características semelhantes, pois suas indumentárias eram constituídas de duas peças: o chiripá e o cayapi. O primeiro constituía-se de um pano retangular amarrado na cintura até a altura dos joelhos, este denominado chiripá primitivo e, o  ultimo um couro da rês bem sovado amarrado ao  pescoço, com os pelos para dentro e caído sobre as costas, como se fosse uma capa.  D. José de Saldanha entrevistou os caciques Batu, Maulein, Salteinho, Tajuy e D. Miguel de Caray na região da fronteira Oeste do Estado nos idos de 1787. Segundo Von Hagen, os índios Nasças do Peru, também o usavam. O chiripá  foi usado pelos índios da Cordilheira dos Andes, pelos Guaicurus do Mato Grosso e os escravos negros do Brasil. Diz Silvio Júlio: “o chiripá desceu os Andes, coisa e nome, e obteve no pampa argentino, grande êxito até que a bombacha o venceu no século XIX”.  Em 1820 Saint- Hilaire registra o uso do chiripá pelos gaúchos na forma de saia. A mesma referência fez Debret em 1817.  Este tipo de chiripá que nos denominamos “primitivo”; Roberto Bouton diz: “ o chiripá usado à guisa de saia chama-se – a lá Oriental – “  Este tipo de vestes não era adequada a equitação, pois sua funcionalidade deixava a desejar. Sobre o assunto o Professor Odalgil Nogueira de Camargo em “Falando em Tradição e Folclore” (Gráfica e Editora Berthier) é claro quando diz: “O  traje do peão das vacarias, destinava-se a proteger o usuário e não atrapalhar a sua atividade precípua de cavalgar ou caçar  gado chimarrão.” Freqüentemente esse gaúcho só usava dois palas, um da cintura para baixo e outro enfiado na cabeça e botas de garrão-de–potro. Por volta de 1820, os gaúchos do pampa constituído pela Argentina Brasil e Uruguai passam a usar o chiripá fralda, o qual nós chamamos de “farroupilha”, este bem mais funcional e adequado para atender as exigências das lides campeiras. O glossário de João Mendes da Silva (1884) , registra: ‘Chiripá – pano que os gaúchos rio-grandenses, à imitação dos orientais (uruguaios) passam por entre as pernas e sobre as ceroulas, indo prender-se à cintura. È só usado pela gente baixa da estância.”  referencia esta, também adotado por João Carlos D’Avila Paixão Cortes em sua obra “O Gaúcho”.  O pano usado na sua confecção dependia  exclusivamente do poder aquisitivo do usuário. Aproximadamente, aos anos de 1865, o pintor uruguaio, Juan Manuel Blanes registra em obra de arte  a imagem do capataz desse época usando: camisa de punhos estreitos, colete com gola, chiripá, botas de garrão-de-potro, poncho, lenço na cabeça, chapéu de copa baixa e aba curta, este estilo provavelmente para facilitar o manejo do laço. Temos informações através de registros de Luiz Celso Hyarup sobre os lanceiros  da revolução Farroupilha, os quais usavam chiripá-saia, mais tarde,  observa-se tanto os soldados farrapos quanto os das forças auxiliares vestindo  o chiripá fralda ou farroupilha. Interessante é o registro de Gaston D’ Orleans, Cande D’Eu,  em sua obra “Viagem Militar ao Rio Grande do Sul (1865)” que o chiripá, já estava em decadência, mas ainda encontrou em uso nas tropas de Devid Canabarro entre os soldados uruguaios e prisioneiros paraguaios. Após a guerra do Paraguai , que terminou em 1870, o chiripá vai perdendo espaço para a bombacha que o colocou  por definitivo fora de  uso, passando a fazer parte do Folclore morto ou histórico. Muitos outros registros e  informações sobre o assunto estão disponibilizados em excelentes obras de autores que se dedicaram á pesquisa iconográfica. Porém, com as que referimos  é perfeitamente possível concluirmos que o chiripá é uma peça que desempenhou sua função como peça essencialmente  masculina,  dado sua impraticidade, cedeu lugar á bombacha que o substitui com vantagens para a lida rurígina. Desta forma ele só reaparece em  reinterpretações e/ou projeções folclóricas. Na prática, jamais  se deve usar chiripá em qualquer outra atividade diversa das anteriormente citadas.  O chiripá  foi peça da indumentária masculina usada pelos peões e soldados da época, portanto, não é recomendável seu uso por pessoas do sexo feminino, nem mesmo em projeção ou reinterpretação. Nós gaúchos, no que diz respeito aos nossos próprios hábitos e costumes, entendemos pouco e, ás vezes, influenciados por comunicadores desinformados que entendem menos que nós, passamos a  fazer o que não dominamos completamente. Nesta situação praticamos, sobremaneira,  os erros mais crassos e, até mesmo  expomo-nos ao ridículo, usando  peças da indumentária de época em local ou atividade inadequada. Esclarecendo: (indumentária de época é aquela que não se usa mais, o domínio popular isentou-a do cotidiano por entender que não serve mais para o dia-a-dia). Na grande maioria das vezes, na  melhor das intenções, pretendendo demonstrarmos apego pelas coisas do Pago, prestamos um desserviço á Cultura da  nossa Querência. Para evitar esses estenderetes, podemos trocar informações entre interessados sobre o  assunto ou consultarmos obras de escritores especializados na matéria tais como: El Gaúcho de Fernando O. Assunção –  Indumentária Gaúcha de Antonio Augusto Fagundes, O gaúcho de João Carlos D’Avila Paixão Cortes,  La indumentária Del gaúcho em los siglos XVII y XIX de Ricardo Rodriguez Molas e muitos outros  escritores que realizaram excelentes pesquisas sobre o tema. Assim, bem informados, podemos projetar ou reinterpretar qualquer fato folclórico com a indumentária que julgarmos  mais conveniente, sem corrermos o risco de levar a pecha de desinformado

 

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS –  “TO”

 


2 comentários

Palavras

PALAVRAS

 

AS HOMÔNIMAS, HOMÓFONAS E HOMÓGRAFAS,

SÃO PALAVRAS DO MEU E DO SEU VERNÁCULO.

OBSERVE SÓ ESTA BELEZA DE  ESPETÁCULO:

QUANDO ALGUÉM DESEJA MUITO ASCENDER,

TALVEZ JAMAIS PRECISE MANDAR ACENDER,

OU MESMO AUMENTAR, O RÍTMO  DO  PASSO.

QUEM CONSEGUIR TERA SEU PRÓPRIO PAÇO,

ABERTO, SEM QUE NUNCA PRECISE CERRAR.

SEUS FEITOS,  NINGUÉM PODERÁ SERRAR

NEM MESMO ABALAR-LHE  EM COMPASSO.

 

                         O ACENTO  É QUEM PEDE MAIS ASSENTO,

                         PARA O  CONCERTO DE SUA  NOBRE  ÁRIA.

                         COLOCA A SELA NA CELA DE POUCA  ÁREA,

                         FAZENDO CESSÃO DA SUA PEQUENA CESTA.

                         E PRETENDENDO  SEÇÃO NA PRÓXIMA SEXTA.

                         PASSA TODO  O TEMPO SOMENTE   COSER,

                         NÃO  LHE SOBRA HORA NEM PODE COZER.

                         COM AGULHA E LINHA FORMA O SEU  LAÇO,

                         QUE A ARTE LHE CONFERE SEM TER SIDO LASSO,

                         É COMO A VEZ QUE PASSA SEM A VÊS DE VER

 

.PARECE BRINQUEDO MAS É REALIDADE,

TENHO  CERTEZA QUE JÁ LESTE O LESTE.

A SEDE NÃO É SEDE  AQUI NO  AGRESTE,

ONDE METO A CARA PRA BUSCAR CARÁ.

SÁBIA É A CANTIGA  DO NOSSO SABIÁ,

POIS EU TAMBÉM CANTO E AMO CANTAR.

E DEIXO MEU AMO NUM CANTO A ESCUTAR.

FAZENDO CONSERTOS SUPRINDO DESGASTE,

LEMBRANDO  CONCERTOS SUA NOBRE ARTE,

QUE O SILÊNCIO TOCA PARA  SE  IMAGINAR.

 

CLARINADAS  AGUDAS COBREM DISTÂNCIAS,

E LEVAM MENSAGENS AO NOSSO CARDEAL,

                QUE AS RECEBE   OUVINDO O SEU CARDIAL.

A BICHA DO BICHO  SE ASSUSTA E  DISPARA,

E SOBE NA BIXA ESCONDENDO SUA CARA.

PÕE A COXA  NA COCHA REPLETA DE CHÁ.

                               QUE O  EMINENTE  CONCORDA QUE VÁ,

                               POIS É IMINENTE  QUE O XEQUE  E A TAXA

                LEVE UM CHEQUE ASSINADO PARA A TACHA,

                QUE DESTRATA AQUELE QUE  DISTRATAR.

                              

EU SINTO  QUE O CINTO É UTENCILIO DO  GUARDA,

QUE GUARDA  O TESOURO  GAUARDADO NA ARCA,..

CISMO QUE ELE  QUE  ARCA  COM O TEMPO E A TARCA,

E QUE O  TRASGO DO SISMO  DEIXOU  MAIS QUE  RUÇO.

NO ESPAÇO  FLUTUANDO  ENCONTROU COM UM RUSSO,

PRETENDENDO EMPOSSAR UM  FORMIDÁVEL CONDOR

NÃO CONSEGUIU EMPOÇAR   SEUS FEITOS  AO SENHOR.

COM A INTERCESSÃO DE UM BEATO SAZONOU SUA FÉ,

QUE AJUDOU A CRUZAR A INTERSEÇÃO  COM A MARÉ.

COM SEUS MÉRITOS PRÓPRIOS, SEM NUNHUM FAVOR.

 

A SONORIDADE DOS NOSSOS VOCÁBULOS,

FICAM   DE LADO PARA O DESAPERSEBIDO .

QUASE NÃO EXISTEM, PARA O DESPERCEBIDO,

QUE SÓ SE PREOCUPA COM O DEFERIMENTO.

CASO LHE ACONTEÇA,  UM  DIFERIMENTO,

QUE  LEVE  TODO SEU DESEJO A IMERGIR.

FARÁ COM ESFORÇO A SITUAÇÃO  EMERGIR.

NÃO  PERMITIRA SEUS SONHOS  EMIGRAR,

NO TRÁFEGO PROVÁVEL PARA IMIGRAR.

E NÃO PERMITIR  O  TRÁFICO, SE ELE EXISTIR.

 

CRESCENTE DE  ABRIL DE 2002

CALTARS – “TO”


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Poncho

P O N C H O

 

 

ESTE MEU PONCHO GAUDÉRIO,

DE PURA Là ENTRE  O MEIO.

PARCEIRO PARA TEMPO FEIO,

E PARA REPONTES DE TROPA.

NEM O MINUANO “LHE” ENSOPA,

POR SER O MELHOR ABRIGO.

PODE SER NOVO OU ANTIGO,

NALGUMA CRUZADA INCERTA,

POIS JÁ SERVIU DE COBERTA,

O  QUE  CARREGO COMIGO.

 

PONCHO PÁTRIA É  IDENTIDADE,

DE QUEM TROPEIA DE A CAVALO.

SEMPRE OUVE O CANTAR DO GALO,

ENFRENTANDO O RIGOR DA LIDA.

É UM “BAITA” EXEMPLO DE VIDA,

PARA AS  GERAÇÕES DO FUTURO.

NO LABOR OU ALGUM  APURO,

SEMPRE CUMPRIU SEU PAPEL.

SINTO ALVOROÇAR-SE AO TROPEL,

E FICA MAIS TENSO NO ESCURO.

 

COM O MEU PONCHO POR PERTO,

ME SINTO  UM TAURA  MONARCA,

POIS TRAGO COMIGO ESTA MARCA,

DE HOSPITALEIRO E TERRUNHO,

É UM BRADO CERRANDO O PUNHO,

PRA QUEM  GUARDEIA O QUE É SEU.

ME ORGULHO AO OLHAR  O MEU,

SOVADO  PELO VENTO E SUOR.

SÓ ELE  E  DEUS NOSSO SENHOR,

QUE GUARDAM  RESPEITO MEU.

 

COM  O PONCHO NA GARUPA,

VOU GASTANDO HORIZONTES.

ENTRE MANGUEIOS E REPONTES,

FINDA O  DIA E  A  NOITE VEM.

COM SUAS  ASTÚCIAS  TAMBÉM,

ENCURTA A VISÃO  DO TROPEIRO.

CHEGA ANTES QUEM SAI PRIMEIRO,

E TEM  O  NECESSÁRIO PRA O OFÍCIO.

SUPERA QUALQUER SACRIFICIO

QUEM, TEM PONCHO POR PARCEIRO.

 

ABRIGO DE TAURA PAMPEANO,

SURRADO DO TEMPO E PENDENGA.

ALGUNS RISCOS DE CHERENGA,

MARCADOS  NOS ENTREVEROS.

MANTEVE-SE  ENTRE PARCEIROS,

SERVINDO DE  AMULETO E ESCUDO.

MEU PONCHO ACOMPANHOU  TUDO,

ATÉ  EM  ESCARAMUÇAS DE BALA,

A SORTE  É  QUE ELE NÃO FALA,

SABE MAS SE MANTÉM MUDO.

 

           A EVOLUÇÃO E O PROGRESSO,

MUDARAM  HÁBITOS E COSTUMES.

O TEMPO DIVIDIU OS TAPUMES,

DO PAMPA  GAÚCHO E XUCRO.

HOJE  A ORDEM É VISAR  LUCRO,

E COBRIR LONGAS DISTÂNCIAS.

NÃO SE MEDE  CIRCUNSTÂNCIAS,

SE OS ATOS SÃO BONS P’RA O POVO.

                         RAIZ, VALE MENOS QUE O RETOVO,

                         MUDAM VALORES E IMPORTÃNCIAS.

 

OS TRAJES  SOFRERAM AJUSTE DO TEMPO,

E O  PONCHO FOI PARA  O BAU DA HISTÓIRA.

AO OLHA-LO REVEJO EM  MINMHA MEMÓRIA,

ANDANÇAS : O ONTEM, O HOJE E  O  AMANHÃ.

A TRADIÇÃO   ENTREGA PORQUE FOI GUARDIÃ,

DO COSTUME GUAXO COM FIEL COMPETÊNCIA.

TRASTE  PERPETUANDO PELA EXISTÊNCIA,

DO AMOR SAGRADO  DESTE  MEU LIRISMO.

CONSERVO COM GARBO ESTE   TELURISMO,

QUE NASCEU E VIVE NA MINHA QUERÊNCIA..

 

MINGUANTE DE AGOSTO DE 2000

CALTARS – “TO”.


Ciclo

NASCESTE COMO TUDO NASCE,

PEQUENA, TENRA E INDEFESA.

FRUTO DE ALGUM ENLACE,

POR OBRA DA NATUREZA.

POR MAIS QUE A VIDA AJUDASSE

O TEMPO RESTRINGIU TUA BELEZA.

 

 

AINDA ÉS BRELA, MAS TRISTE

NÃO TENS MAIS FOLHAS E FRESCOR.

TUA SOMBRA, TAMBÉM NÃO EXISTE

FICASTES EXPOSTA AO CALOR

NUA, EM PÉ AINDA PERSISTES,

VISLUMBRAR O OBSERVADOR.

 

 

FRONDOSA, SECA E DESPIDA

DE BRAÇOS ABERTOS PRA O CÉU.

ORANDO UMA CRUEL DESPEDIDA

SEM TUMBA, SEM LÁGRIMA, SEM VÉU

 CORPO DILACERADO E SEM VIDA

EM PEDAÇOS JOGADOS AO LÉU.

 

 

 

RENASCE O TEU DESCENDENTE

NA TERRA TRANQÜILA E CALMA.

SOBRE OLHAR DE ALGUM VIVENTE

A NATUREZA BETA PALMA.

NOS BRAÇOS DO UNIPOTENTE

A FUMAÇA ENTREGA TUA ALMA.

 

 

 

 

 

CHEIA DE OUTURBO – 1997

POARS – DECONTO

 

 


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Semelhanças

                Parado. . . cansando de ver e ouvir o elementar dito por  pessoas que pretendem ser exatamente o que não são.  Imaginem os senhores, um elefante querendo desempenhar a função de um beija-flor, pousando de flor em flor, sugando o néctar para sua sobrevivência ou uma baleia desempenhando o papel de borboleta. Por falar em borboletas, nós brasileiros aplicamos o termo “borboleta”  a todos os lepidópteros diurnos, cujas antenas são clavadas, isto é, em forma de clavas. Os lepidópteros noturnos ou crepusculares são conhecidos entre nós por mariposas, que para o desavisado, a diferença é mínima, são  somente, pequenos voadores. Desta forma, muitos e muitos fatos, aspectos, estórias, “personalidades”, etc. querem ser, mas não conseguem. Ao observarem o  rebanho, deslocando-se tranqüilamente pela pastagem afora, vestem a pele de ovelha querendo ser lobo. Nosso País permite o exercício de diversas culturas aloctones, com extraordinário fulcro da comunidade nacional. Cada pessoa  busca o ambiente que deseja participar e,  caso não encontre um ambiente que satisfaça suas  sofisticadas exigências: profissionais, religiosas ou sociais, crie o seu ambiente. Faça o que deseja, satisfaça suas necessidades pessoais transformando seu sonho em realidade. Construa seu império do tamanho da sua competência e nele, hospede todos os que comungarem da mesma escala de valores  adotada pelo construtor. A ética não recomenda  que se invada a casa dos outros com pretensões de ditar normas. Façamos a nossa casa e elejamos um elenco de normas para que os freqüentadores as  observem e respeitem. Sem mais analogias nem divagações, comparações ou qualquer outro recurso, refiro-me aos tradicionalistas e aos “nativistas”. Aqueles, foram sazonando suas atividades rurígenas, até atingir o que com orgulho podemos chamar de escola informal, onde o avô participa da mesma atividade social com os filhos e netos, num ambiente simples, mas saudável e de respeito, transmitindo informações tradicionais referentes a cultura que estóicamente forjou nosso potencial. O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, tem por objetivo congregar os “Centros de Tradições Gaúchas” e preservar a filosofia da Carta de Princípios e as decisões tomadas em Congressos Tradicionalistas.  Nós os tradicionalistas quando freqüentamos outras instituições sociais, tão-somente, acatamos a normatização vigente naquela instituição, nem se quer, sugerimos mudanças alegando inovações. Também não é da nossa “tempra” obrigar pessoas com outra filosofia de vida, que cultuam   e adotam  outros valores, permaneçam entre nos causando intranqüilidade e dissabores. O tradicionalismo é para ser cultuado pelos tradicionalistas e, os que não apreciam, não aceitam nossa escala de valores devem procurar o ambiente que se assemelhe aos seus anseios. Não entendemos porque essas pessoas insistem permanecer entre nós, destilando sua insatisfação com conversas de “acoar  em sombra de corvo”, para os autóctones, o que significa “fazer buraco n’agua”, para os que não tiveram a felicidade de cultuar nossos hábitos e costumes, mesmo sendo nato desta querência. Estes que não sabem . . . ou envergonham-se das suas raízes procuram demonstrar ser elemento de outra cultura, porém, fica claro que não conhece nenhuma das duas. Seja você mesmo, autêntico, sem rancores. Estude e cultue os hábitos da sua  rua,  da sua vila, do seu bairro, assim você será membro de uma cidade que conta com pessoas que conhecem seu potencial. De maneira autêntica  participará de uma Unidade da Federação Brasileira que sabe onde pode chegar. Quem está em harmonia com o seu grupo não procura aventuras em outros. Seja o que  realmente você deseja ser sem perturbar os que tem postura definida e sentem-se satisfeitos no ambiente que elegeram para  desempenhar suas atividades sociais.  Cada um tem o seu tipo e, para que você consiga mantê-lo há de respeitar o dos seus semelhantes. Caso contrário, você corre o risco se ser destipificado. Em outras palavras: Quem pretende mudar tudo o que existe, acaba querendo mudar o que não existe

CRESCENTE DE JANEIRO DE 2003

.CALTARS – “TO”


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Festivais

                                                              

                                                               F E S T I V A I S

 

 

 

No  ano de 1971 surge no Centro de Tradições Gaúchas “Sinuelo do Pago” em  Uruguaiana o primeiro festival  musical no rio Grande do Sul, com o título de Califórnia da Canção Nativa. Este festival foi idealizado por Colmar Duarte e teve como primeiro presidente Henrique de Freitas Lima. A intenção desta iniciativa era valorizar os compositores e musicistas  que orientassem sua arte sobre temas e valores regionais  para que através desta atividade houvesse a solidificação dos componentes que integram o processo.  A  Califórnia  não conseguiu manter uma linha musical, buscou na diversificação a sua própria sobrevivência, porém continua realizando uma edição por ano. A realização da primeira Califórnia ecoou pêlos mais recônditos rincões da querência levando a idéia e a mensagem multiplicadora de eventos nativistas. Em pouco tempo  surgiram no Rio Grande do Sul, mais de cem festivais, de todo porte, de diversas linhas musicais e realizados de acordo com a conveniência de seus instituidores. Aconteceu o óbvio. Em pouco tempo, pelo fato dos festivais serem promovidos ou dependerem de subsídios de instituições públicas, foram  eivados de vícios e de inversão de valores. A finalidade principal passou a ser promoção pessoal do organizador ou do grupo promotor do evento, ficando para segundo plano: a qualificação musical, a fidelidade ao tema proposto  e a ética para com os atávicos alicerces da nossa  cultura. Analisando este tétrico panorama, passaram, os organizadores a forçar uma profissionalização dos chamados “jurados” que normalmente são os mesmo que realizam as triagens, e que normalmente são  os mesmos em todos os festivais, e ainda, que normalmente são compositores ou interpretes que  varrem  o Pampa em busca de  atividades, nem sempre as mais recomendáveis, pela maneira que dirigem e apresentam os resultados. Dessa maneira houve uma padronização musical com forte tendência urbana dentro de um insuportável índice de mau gosto, incícias e desrespeito a cultura de um povo. Como se isto não bastasse, a maioria dos organizadores e promotores dos ditos eventos ferem letalmente a Carta de Princípios do MTG/RS, porque não atendem  o  menor índice dos requisitos exigidos para serem considerados desta Querência. Compositores apresentado ritmos canhestros e misturados, sem definição, tentando acomodar a composição chamada “inédita” numa melodia já existente e executada com instrumentos inadequados e indumentária perfeitamente alheia  a pesquisada e  sugerida pelo IGTF e, referendada pela Lei nº 8213.  As poesias ou letras que iniciaram referendando feitos e fatos querencianos, deram lugar a composições ou termos ambíguos, inclinando-se  tendenciosamente para uma pornografia desenfreada, sem o mínimo  respeito por algumas  pessoas,  que ainda  acreditam na melhora dessa atividade.Vamos analisar  os primeiros eventos que ocorreram no interior do nosso Estado. As gravadoras estavam presente, realizavam registros  fonográficos de  excelente qualidade, as lojas de discos comercializavam com tranqüilidade  e havia procura.  Sabemos que atualmente, as comissões organizadoras de festivais encontram dificuldades para gravar matéria paga, e quando gravam  enfrentam dificuldade para comercializar  o produto, exatamente por não registrar o que a comunidade quer. Os gaúchos e os Rio-Grandenses querem  a sua música, as suas canções executadas por interpretes autênticos. Precisamos de um festival que não atenda interesses pessoais e, nem políticos e que tenha uma mensagem cultural sadia, com  temas e melodias desta terra. Que conte com um corpo de jurados crioulo, do local do evento e que o próprio público escolha as composições de sua preferência. Há necessidade que os participantes  cumpram com os regulamentos e que os responsáveis pelas seleções das músicas valorizem mais a arte, a ética, ritmos e melodias. Teríamos assim, um espetáculo capaz de representar com dignidade a cultura  do povo que cultua a mais bela tradição do Brasil. Caso isto não seja possível, é preferível não realizar o festival, porque fazer mal é muito, muito pior  que não fazer.

 

MINGUANTE DE AGOSTO DE 2008

CALTARS – “TO”

 


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Regionalismo

                        Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima  edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser  um bom  tradicionalista, sem dominar,  completamente,  o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos:  A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado;  os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para  dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes,  desvirtuam  a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça  que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama  é  muito difícil alguém cultuar  o tradicionalismo ou regionalismo,   doutrinas  incrementadoras  dos grupos que defendem  e exercitam  a  literatura que norteia os costumes  e tradições regionais.  O regionalismo  nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem  uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo,  os que embasam  o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos  adeptos da cultura de  sentimentos, expressão própria de uma região.  Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos  semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis”  ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores  éticos e morais de uma região, priorizando-os  sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais  deixar de ser patriota.

 

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS – “TO”

                        Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima  edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser  um bom  tradicionalista, sem dominar,  completamente,  o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos:  A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado;  os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para  dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes,  desvirtuam  a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça  que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama  é  muito difícil alguém cultuar  o tradicionalismo ou regionalismo,   doutrinas  incrementadoras  dos grupos que defendem  e exercitam  a  literatura que norteia os costumes  e tradições regionais.  O regionalismo  nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem  uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo,  os que embasam  o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos  adeptos da cultura de  sentimentos, expressão própria de uma região.  Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos  semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis”  ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores  éticos e morais de uma região, priorizando-os  sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais  deixar de ser patriota.

 

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS – “TO”