segunda-feira, 21 de maio de 2012

Arquivos do dia » 18, agosto 2008

Chiripa

 

                        O chiripá é uma peça  singela, pelo que se conhece, foi usado por diversos povos.  A palavra chiripá,  pelos registros de  Tito Saubidet “Vocabulário y Refranero Criollo” procede do quíchua (chiri = frio; – pac = para) para o frio. O caderno  numero quatro do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore informa que os índios cavaleiros do Tape,  mesmo de tribos distintas, porém com  características semelhantes, pois suas indumentárias eram constituídas de duas peças: o chiripá e o cayapi. O primeiro constituía-se de um pano retangular amarrado na cintura até a altura dos joelhos, este denominado chiripá primitivo e, o  ultimo um couro da rês bem sovado amarrado ao  pescoço, com os pelos para dentro e caído sobre as costas, como se fosse uma capa.  D. José de Saldanha entrevistou os caciques Batu, Maulein, Salteinho, Tajuy e D. Miguel de Caray na região da fronteira Oeste do Estado nos idos de 1787. Segundo Von Hagen, os índios Nasças do Peru, também o usavam. O chiripá  foi usado pelos índios da Cordilheira dos Andes, pelos Guaicurus do Mato Grosso e os escravos negros do Brasil. Diz Silvio Júlio: “o chiripá desceu os Andes, coisa e nome, e obteve no pampa argentino, grande êxito até que a bombacha o venceu no século XIX”.  Em 1820 Saint- Hilaire registra o uso do chiripá pelos gaúchos na forma de saia. A mesma referência fez Debret em 1817.  Este tipo de chiripá que nos denominamos “primitivo”; Roberto Bouton diz: “ o chiripá usado à guisa de saia chama-se – a lá Oriental – “  Este tipo de vestes não era adequada a equitação, pois sua funcionalidade deixava a desejar. Sobre o assunto o Professor Odalgil Nogueira de Camargo em “Falando em Tradição e Folclore” (Gráfica e Editora Berthier) é claro quando diz: “O  traje do peão das vacarias, destinava-se a proteger o usuário e não atrapalhar a sua atividade precípua de cavalgar ou caçar  gado chimarrão.” Freqüentemente esse gaúcho só usava dois palas, um da cintura para baixo e outro enfiado na cabeça e botas de garrão-de–potro. Por volta de 1820, os gaúchos do pampa constituído pela Argentina Brasil e Uruguai passam a usar o chiripá fralda, o qual nós chamamos de “farroupilha”, este bem mais funcional e adequado para atender as exigências das lides campeiras. O glossário de João Mendes da Silva (1884) , registra: ‘Chiripá – pano que os gaúchos rio-grandenses, à imitação dos orientais (uruguaios) passam por entre as pernas e sobre as ceroulas, indo prender-se à cintura. È só usado pela gente baixa da estância.”  referencia esta, também adotado por João Carlos D’Avila Paixão Cortes em sua obra “O Gaúcho”.  O pano usado na sua confecção dependia  exclusivamente do poder aquisitivo do usuário. Aproximadamente, aos anos de 1865, o pintor uruguaio, Juan Manuel Blanes registra em obra de arte  a imagem do capataz desse época usando: camisa de punhos estreitos, colete com gola, chiripá, botas de garrão-de-potro, poncho, lenço na cabeça, chapéu de copa baixa e aba curta, este estilo provavelmente para facilitar o manejo do laço. Temos informações através de registros de Luiz Celso Hyarup sobre os lanceiros  da revolução Farroupilha, os quais usavam chiripá-saia, mais tarde,  observa-se tanto os soldados farrapos quanto os das forças auxiliares vestindo  o chiripá fralda ou farroupilha. Interessante é o registro de Gaston D’ Orleans, Cande D’Eu,  em sua obra “Viagem Militar ao Rio Grande do Sul (1865)” que o chiripá, já estava em decadência, mas ainda encontrou em uso nas tropas de Devid Canabarro entre os soldados uruguaios e prisioneiros paraguaios. Após a guerra do Paraguai , que terminou em 1870, o chiripá vai perdendo espaço para a bombacha que o colocou  por definitivo fora de  uso, passando a fazer parte do Folclore morto ou histórico. Muitos outros registros e  informações sobre o assunto estão disponibilizados em excelentes obras de autores que se dedicaram á pesquisa iconográfica. Porém, com as que referimos  é perfeitamente possível concluirmos que o chiripá é uma peça que desempenhou sua função como peça essencialmente  masculina,  dado sua impraticidade, cedeu lugar á bombacha que o substitui com vantagens para a lida rurígina. Desta forma ele só reaparece em  reinterpretações e/ou projeções folclóricas. Na prática, jamais  se deve usar chiripá em qualquer outra atividade diversa das anteriormente citadas.  O chiripá  foi peça da indumentária masculina usada pelos peões e soldados da época, portanto, não é recomendável seu uso por pessoas do sexo feminino, nem mesmo em projeção ou reinterpretação. Nós gaúchos, no que diz respeito aos nossos próprios hábitos e costumes, entendemos pouco e, ás vezes, influenciados por comunicadores desinformados que entendem menos que nós, passamos a  fazer o que não dominamos completamente. Nesta situação praticamos, sobremaneira,  os erros mais crassos e, até mesmo  expomo-nos ao ridículo, usando  peças da indumentária de época em local ou atividade inadequada. Esclarecendo: (indumentária de época é aquela que não se usa mais, o domínio popular isentou-a do cotidiano por entender que não serve mais para o dia-a-dia). Na grande maioria das vezes, na  melhor das intenções, pretendendo demonstrarmos apego pelas coisas do Pago, prestamos um desserviço á Cultura da  nossa Querência. Para evitar esses estenderetes, podemos trocar informações entre interessados sobre o  assunto ou consultarmos obras de escritores especializados na matéria tais como: El Gaúcho de Fernando O. Assunção –  Indumentária Gaúcha de Antonio Augusto Fagundes, O gaúcho de João Carlos D’Avila Paixão Cortes,  La indumentária Del gaúcho em los siglos XVII y XIX de Ricardo Rodriguez Molas e muitos outros  escritores que realizaram excelentes pesquisas sobre o tema. Assim, bem informados, podemos projetar ou reinterpretar qualquer fato folclórico com a indumentária que julgarmos  mais conveniente, sem corrermos o risco de levar a pecha de desinformado

 

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS –  “TO”

 


2 comentários

Palavras

PALAVRAS

 

AS HOMÔNIMAS, HOMÓFONAS E HOMÓGRAFAS,

SÃO PALAVRAS DO MEU E DO SEU VERNÁCULO.

OBSERVE SÓ ESTA BELEZA DE  ESPETÁCULO:

QUANDO ALGUÉM DESEJA MUITO ASCENDER,

TALVEZ JAMAIS PRECISE MANDAR ACENDER,

OU MESMO AUMENTAR, O RÍTMO  DO  PASSO.

QUEM CONSEGUIR TERA SEU PRÓPRIO PAÇO,

ABERTO, SEM QUE NUNCA PRECISE CERRAR.

SEUS FEITOS,  NINGUÉM PODERÁ SERRAR

NEM MESMO ABALAR-LHE  EM COMPASSO.

 

                         O ACENTO  É QUEM PEDE MAIS ASSENTO,

                         PARA O  CONCERTO DE SUA  NOBRE  ÁRIA.

                         COLOCA A SELA NA CELA DE POUCA  ÁREA,

                         FAZENDO CESSÃO DA SUA PEQUENA CESTA.

                         E PRETENDENDO  SEÇÃO NA PRÓXIMA SEXTA.

                         PASSA TODO  O TEMPO SOMENTE   COSER,

                         NÃO  LHE SOBRA HORA NEM PODE COZER.

                         COM AGULHA E LINHA FORMA O SEU  LAÇO,

                         QUE A ARTE LHE CONFERE SEM TER SIDO LASSO,

                         É COMO A VEZ QUE PASSA SEM A VÊS DE VER

 

.PARECE BRINQUEDO MAS É REALIDADE,

TENHO  CERTEZA QUE JÁ LESTE O LESTE.

A SEDE NÃO É SEDE  AQUI NO  AGRESTE,

ONDE METO A CARA PRA BUSCAR CARÁ.

SÁBIA É A CANTIGA  DO NOSSO SABIÁ,

POIS EU TAMBÉM CANTO E AMO CANTAR.

E DEIXO MEU AMO NUM CANTO A ESCUTAR.

FAZENDO CONSERTOS SUPRINDO DESGASTE,

LEMBRANDO  CONCERTOS SUA NOBRE ARTE,

QUE O SILÊNCIO TOCA PARA  SE  IMAGINAR.

 

CLARINADAS  AGUDAS COBREM DISTÂNCIAS,

E LEVAM MENSAGENS AO NOSSO CARDEAL,

                QUE AS RECEBE   OUVINDO O SEU CARDIAL.

A BICHA DO BICHO  SE ASSUSTA E  DISPARA,

E SOBE NA BIXA ESCONDENDO SUA CARA.

PÕE A COXA  NA COCHA REPLETA DE CHÁ.

                               QUE O  EMINENTE  CONCORDA QUE VÁ,

                               POIS É IMINENTE  QUE O XEQUE  E A TAXA

                LEVE UM CHEQUE ASSINADO PARA A TACHA,

                QUE DESTRATA AQUELE QUE  DISTRATAR.

                              

EU SINTO  QUE O CINTO É UTENCILIO DO  GUARDA,

QUE GUARDA  O TESOURO  GAUARDADO NA ARCA,..

CISMO QUE ELE  QUE  ARCA  COM O TEMPO E A TARCA,

E QUE O  TRASGO DO SISMO  DEIXOU  MAIS QUE  RUÇO.

NO ESPAÇO  FLUTUANDO  ENCONTROU COM UM RUSSO,

PRETENDENDO EMPOSSAR UM  FORMIDÁVEL CONDOR

NÃO CONSEGUIU EMPOÇAR   SEUS FEITOS  AO SENHOR.

COM A INTERCESSÃO DE UM BEATO SAZONOU SUA FÉ,

QUE AJUDOU A CRUZAR A INTERSEÇÃO  COM A MARÉ.

COM SEUS MÉRITOS PRÓPRIOS, SEM NUNHUM FAVOR.

 

A SONORIDADE DOS NOSSOS VOCÁBULOS,

FICAM   DE LADO PARA O DESAPERSEBIDO .

QUASE NÃO EXISTEM, PARA O DESPERCEBIDO,

QUE SÓ SE PREOCUPA COM O DEFERIMENTO.

CASO LHE ACONTEÇA,  UM  DIFERIMENTO,

QUE  LEVE  TODO SEU DESEJO A IMERGIR.

FARÁ COM ESFORÇO A SITUAÇÃO  EMERGIR.

NÃO  PERMITIRA SEUS SONHOS  EMIGRAR,

NO TRÁFEGO PROVÁVEL PARA IMIGRAR.

E NÃO PERMITIR  O  TRÁFICO, SE ELE EXISTIR.

 

CRESCENTE DE  ABRIL DE 2002

CALTARS – “TO”


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Poncho

P O N C H O

 

 

ESTE MEU PONCHO GAUDÉRIO,

DE PURA Là ENTRE  O MEIO.

PARCEIRO PARA TEMPO FEIO,

E PARA REPONTES DE TROPA.

NEM O MINUANO “LHE” ENSOPA,

POR SER O MELHOR ABRIGO.

PODE SER NOVO OU ANTIGO,

NALGUMA CRUZADA INCERTA,

POIS JÁ SERVIU DE COBERTA,

O  QUE  CARREGO COMIGO.

 

PONCHO PÁTRIA É  IDENTIDADE,

DE QUEM TROPEIA DE A CAVALO.

SEMPRE OUVE O CANTAR DO GALO,

ENFRENTANDO O RIGOR DA LIDA.

É UM “BAITA” EXEMPLO DE VIDA,

PARA AS  GERAÇÕES DO FUTURO.

NO LABOR OU ALGUM  APURO,

SEMPRE CUMPRIU SEU PAPEL.

SINTO ALVOROÇAR-SE AO TROPEL,

E FICA MAIS TENSO NO ESCURO.

 

COM O MEU PONCHO POR PERTO,

ME SINTO  UM TAURA  MONARCA,

POIS TRAGO COMIGO ESTA MARCA,

DE HOSPITALEIRO E TERRUNHO,

É UM BRADO CERRANDO O PUNHO,

PRA QUEM  GUARDEIA O QUE É SEU.

ME ORGULHO AO OLHAR  O MEU,

SOVADO  PELO VENTO E SUOR.

SÓ ELE  E  DEUS NOSSO SENHOR,

QUE GUARDAM  RESPEITO MEU.

 

COM  O PONCHO NA GARUPA,

VOU GASTANDO HORIZONTES.

ENTRE MANGUEIOS E REPONTES,

FINDA O  DIA E  A  NOITE VEM.

COM SUAS  ASTÚCIAS  TAMBÉM,

ENCURTA A VISÃO  DO TROPEIRO.

CHEGA ANTES QUEM SAI PRIMEIRO,

E TEM  O  NECESSÁRIO PRA O OFÍCIO.

SUPERA QUALQUER SACRIFICIO

QUEM, TEM PONCHO POR PARCEIRO.

 

ABRIGO DE TAURA PAMPEANO,

SURRADO DO TEMPO E PENDENGA.

ALGUNS RISCOS DE CHERENGA,

MARCADOS  NOS ENTREVEROS.

MANTEVE-SE  ENTRE PARCEIROS,

SERVINDO DE  AMULETO E ESCUDO.

MEU PONCHO ACOMPANHOU  TUDO,

ATÉ  EM  ESCARAMUÇAS DE BALA,

A SORTE  É  QUE ELE NÃO FALA,

SABE MAS SE MANTÉM MUDO.

 

           A EVOLUÇÃO E O PROGRESSO,

MUDARAM  HÁBITOS E COSTUMES.

O TEMPO DIVIDIU OS TAPUMES,

DO PAMPA  GAÚCHO E XUCRO.

HOJE  A ORDEM É VISAR  LUCRO,

E COBRIR LONGAS DISTÂNCIAS.

NÃO SE MEDE  CIRCUNSTÂNCIAS,

SE OS ATOS SÃO BONS P’RA O POVO.

                         RAIZ, VALE MENOS QUE O RETOVO,

                         MUDAM VALORES E IMPORTÃNCIAS.

 

OS TRAJES  SOFRERAM AJUSTE DO TEMPO,

E O  PONCHO FOI PARA  O BAU DA HISTÓIRA.

AO OLHA-LO REVEJO EM  MINMHA MEMÓRIA,

ANDANÇAS : O ONTEM, O HOJE E  O  AMANHÃ.

A TRADIÇÃO   ENTREGA PORQUE FOI GUARDIÃ,

DO COSTUME GUAXO COM FIEL COMPETÊNCIA.

TRASTE  PERPETUANDO PELA EXISTÊNCIA,

DO AMOR SAGRADO  DESTE  MEU LIRISMO.

CONSERVO COM GARBO ESTE   TELURISMO,

QUE NASCEU E VIVE NA MINHA QUERÊNCIA..

 

MINGUANTE DE AGOSTO DE 2000

CALTARS – “TO”.


Ciclo

NASCESTE COMO TUDO NASCE,

PEQUENA, TENRA E INDEFESA.

FRUTO DE ALGUM ENLACE,

POR OBRA DA NATUREZA.

POR MAIS QUE A VIDA AJUDASSE

O TEMPO RESTRINGIU TUA BELEZA.

 

 

AINDA ÉS BRELA, MAS TRISTE

NÃO TENS MAIS FOLHAS E FRESCOR.

TUA SOMBRA, TAMBÉM NÃO EXISTE

FICASTES EXPOSTA AO CALOR

NUA, EM PÉ AINDA PERSISTES,

VISLUMBRAR O OBSERVADOR.

 

 

FRONDOSA, SECA E DESPIDA

DE BRAÇOS ABERTOS PRA O CÉU.

ORANDO UMA CRUEL DESPEDIDA

SEM TUMBA, SEM LÁGRIMA, SEM VÉU

 CORPO DILACERADO E SEM VIDA

EM PEDAÇOS JOGADOS AO LÉU.

 

 

 

RENASCE O TEU DESCENDENTE

NA TERRA TRANQÜILA E CALMA.

SOBRE OLHAR DE ALGUM VIVENTE

A NATUREZA BETA PALMA.

NOS BRAÇOS DO UNIPOTENTE

A FUMAÇA ENTREGA TUA ALMA.

 

 

 

 

 

CHEIA DE OUTURBO – 1997

POARS – DECONTO

 

 


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Semelhanças

                Parado. . . cansando de ver e ouvir o elementar dito por  pessoas que pretendem ser exatamente o que não são.  Imaginem os senhores, um elefante querendo desempenhar a função de um beija-flor, pousando de flor em flor, sugando o néctar para sua sobrevivência ou uma baleia desempenhando o papel de borboleta. Por falar em borboletas, nós brasileiros aplicamos o termo “borboleta”  a todos os lepidópteros diurnos, cujas antenas são clavadas, isto é, em forma de clavas. Os lepidópteros noturnos ou crepusculares são conhecidos entre nós por mariposas, que para o desavisado, a diferença é mínima, são  somente, pequenos voadores. Desta forma, muitos e muitos fatos, aspectos, estórias, “personalidades”, etc. querem ser, mas não conseguem. Ao observarem o  rebanho, deslocando-se tranqüilamente pela pastagem afora, vestem a pele de ovelha querendo ser lobo. Nosso País permite o exercício de diversas culturas aloctones, com extraordinário fulcro da comunidade nacional. Cada pessoa  busca o ambiente que deseja participar e,  caso não encontre um ambiente que satisfaça suas  sofisticadas exigências: profissionais, religiosas ou sociais, crie o seu ambiente. Faça o que deseja, satisfaça suas necessidades pessoais transformando seu sonho em realidade. Construa seu império do tamanho da sua competência e nele, hospede todos os que comungarem da mesma escala de valores  adotada pelo construtor. A ética não recomenda  que se invada a casa dos outros com pretensões de ditar normas. Façamos a nossa casa e elejamos um elenco de normas para que os freqüentadores as  observem e respeitem. Sem mais analogias nem divagações, comparações ou qualquer outro recurso, refiro-me aos tradicionalistas e aos “nativistas”. Aqueles, foram sazonando suas atividades rurígenas, até atingir o que com orgulho podemos chamar de escola informal, onde o avô participa da mesma atividade social com os filhos e netos, num ambiente simples, mas saudável e de respeito, transmitindo informações tradicionais referentes a cultura que estóicamente forjou nosso potencial. O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, tem por objetivo congregar os “Centros de Tradições Gaúchas” e preservar a filosofia da Carta de Princípios e as decisões tomadas em Congressos Tradicionalistas.  Nós os tradicionalistas quando freqüentamos outras instituições sociais, tão-somente, acatamos a normatização vigente naquela instituição, nem se quer, sugerimos mudanças alegando inovações. Também não é da nossa “tempra” obrigar pessoas com outra filosofia de vida, que cultuam   e adotam  outros valores, permaneçam entre nos causando intranqüilidade e dissabores. O tradicionalismo é para ser cultuado pelos tradicionalistas e, os que não apreciam, não aceitam nossa escala de valores devem procurar o ambiente que se assemelhe aos seus anseios. Não entendemos porque essas pessoas insistem permanecer entre nós, destilando sua insatisfação com conversas de “acoar  em sombra de corvo”, para os autóctones, o que significa “fazer buraco n’agua”, para os que não tiveram a felicidade de cultuar nossos hábitos e costumes, mesmo sendo nato desta querência. Estes que não sabem . . . ou envergonham-se das suas raízes procuram demonstrar ser elemento de outra cultura, porém, fica claro que não conhece nenhuma das duas. Seja você mesmo, autêntico, sem rancores. Estude e cultue os hábitos da sua  rua,  da sua vila, do seu bairro, assim você será membro de uma cidade que conta com pessoas que conhecem seu potencial. De maneira autêntica  participará de uma Unidade da Federação Brasileira que sabe onde pode chegar. Quem está em harmonia com o seu grupo não procura aventuras em outros. Seja o que  realmente você deseja ser sem perturbar os que tem postura definida e sentem-se satisfeitos no ambiente que elegeram para  desempenhar suas atividades sociais.  Cada um tem o seu tipo e, para que você consiga mantê-lo há de respeitar o dos seus semelhantes. Caso contrário, você corre o risco se ser destipificado. Em outras palavras: Quem pretende mudar tudo o que existe, acaba querendo mudar o que não existe

CRESCENTE DE JANEIRO DE 2003

.CALTARS – “TO”


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