quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arquivos do mês » outubro, 2008

Lombilho

 

LOMBILHO É TRONO MONARCA,

DE QUEM  NASCEU NO RIO GRANDE.

NÃO IMPORTA POR ONDE ANDE,

NEM A ÉPOCA DA EXISTÊNCIA.

SEMPRE TERÁS A INCUMBÊNCIA,

DE SUSTENTAR TEU MONTANTE.

NO ESTILO MAIS ELEGANTE,

SOB VELOS DE COXONILHOS,

QUE EMBALARAM CAUDILHOS,

DO PAMPA PÁTRIA DO ANDANTE.

 

POR TER NASCIDO NA CAMPANHA,

SEMPRE ANDEI POR ESTRE ARREIOS.

POIS, ESTES  ERAM  OS  MEIOS,

DE LIDA, TRABALHO E LAZER.

CADA QUAL TINHA QUE SABER,

COMO USAR ESSA UTILIDADE.

ALGUNS BEM RÚSTICO É VERDADE,

OUTROS OSTENTANDO BRAVATA.

CINZELADOS EM OURO E PRATA,

COM A MESMA FINALIDADE.

 

NAS ANDANÇAS DO DESTINO,

CONHECI GENTE E QUERÊNCIA.

SEMPRE GUARDEI OBEDIÊNCIA,

AO OFÍCIO E AO SEMELHANTE.

NUNCA ANALISEI SEMBLATE,

NEM SERVI PARA SER SERVIDO.

COM SENSO DO DEVER CUMPRIDO,

FUI CONSTRUINDO A EXISTÊNCIA.

COM CAUTELA E PREVID|ÊNCIA  E,

MAIS O QUE TINHA APRENDIDO.

 

A FUNÇÃO E AS  ANDANÇAS,

MUDARARAM-ME   OS COSTUMES.

AS VEZES SENTIA CIUMES,

DOS QUE CRESCERAM COMIGO.

ESQUECÊ-LOS NÃO CONSIGO,

MAS A DISTÂNCIA NOS SEPARA.

ENTÃO, CONHECI O UBIRAJARA.

UBIRAJARA FALCÃO DA ROCHA,

PIÁ QUE A IDADE DESABROCHA,

E, É DE SÃO BORJA O TAPEJARA.

 

DESCENDENTE DA CAMPANHA,

COM ATAVISMO ANCESTRAL.

DE UMA SIMPLICIDADE IGUAL,

A  QUE  CARREGO  COMIGO.

DE PRONTO GANHEI UM AMIGO,

DE CONSIDERAÇÃO E RESPEITO.

TAREFA  QUE  ATÉ  ACEITO,

PELO PROCEDER ELEGANTE.

PRATICA VALOR SEMELHANTE,

AOS QUE USO DO MEU JEITO.

 

MATEANDO A SEIVA DO TEMPO,

COM REFERÊNCIAS DE ANTEANHO.

- EU TENHO E É DESSE TAMANHO,

UMA  BELA RELÍQUIA CAMPEIRA.

DA TRADIÇÃO FOI BANDEIRA,

HOJE  JUDIADO E MUITO  FEIO.

ÀS VEZES, DE SOSLAIO “BOMBEIO”,

PERTENCES DE UM PROGENITOR.

QUE POSSUI TRADIÇÃO E VALOR,

PARA ANOSSA CULTURA ALTANEIRA.

 

FICA COM  ESTE  LOMBILHO,

QUE O TEMPO TANTA CONSUMÍ-LO.

ELE É BEM DO TEU ESTÍLO,

É UM MARCO DA NOSSA HISTÓRIA.

MATERIALIZANDO A MEMÓRIA,

DOS “GAUCHOS” DE ANTIGAMENTE.

GUARDA CONTIGO  VIVENTE,

ÉS CULTOR DA TRADIÇÃO.

ELE ESTANDO EM TUA MÃO,

SERÁ O PASSADO PRESENTE.

 

RADIANTE MAIS QUE FACEIRO,

OLHANDO O TRASTE GAUDÉRIO.

ME CONSIDEREI NUM IMPÉRIO,

DESTA CULTURA PAMPEANA.

POIS EU SEMPRE TIVE GANA,

DE  REUNIR  ANTIGÜIDADE,

PARA CONHECER DE VERDADE,

A EVOLUÇÃO DA QUERÊNCIA.

QUE LUTOU COM EFICIÊNCIA

SEM RECURSO E COM VONTADE.

 

AS CABEÇADAS PRATEADAS,

ENCRAVADAS EM RUDE COURO.

QF – GRAVADO EM OURO,

ESTAMPA O NOME DO DONO.

ESTA QUASE AO ABANDONO,

AO  USO  E  A FINALIDADE.

POIS ESTAVA NA CIDADE,

ANSEANDO POR AR MAIS PURO,

E UM AMBIENTE MAIS SEGURO,

PARA MOSTRA-SE A VONTADE.

FUI PROVIDENCIAR NO CONSERTO,

NO  MUNICÍPIO DE AGUDO.

SELEIRO QUE FAZIA TUDO,

CHAMADO: EGON RUPHETAL.

RECUPERE ESTE MANANCIAL,

QUE EU GANHEI DE PRESENTE,

DEIXE NOVO E RELUZENTE,

PRONTITO  PARA SE USAR.

SÓ O SENHOR NÃO PODE MUDAR,

OS TRAÇOS DE ANTIGAMENTE.

 

O LOMBILHO FICOU NOVO,

BEM COMO SE ESPERAVA.

QUEM, O VIA PERGUNTAVA:

ONDE CONSEGUISSTE O APERO?

      - BEM AO  ESTILO  CAMPEIRO,

RESPONDO SEBRE O ARTIGO.

FOI PRESENTE DE UM AMIGO,

PERTECEU A QUERINO FALCÃO.

É UM TRASTE DE ESTIMAÇÃO.

POR ISSO CARREGO COMIGO.

 

É UM TRASTE DE ALTA VALIA,

E MORA NO MEU ENDEREÇO.

SEMPRE QUE O VEJO AGRADEÇO,

E PEÇO QUE DEUS RECOMPENSE,

ESTE QÜERA SÃO-BORJENSE,

QUE SURGIU DE RERLANCINA.

O QUE SE APRENDE SE ENSINA,

É NORMA DA TRADIÇÃO.

MUITO OBRIGADO FALCÃO!

CONTA PARA A JANA E A REGINA.

 

            MINGUANTE DE FEVEREIRO DE 2001.

            CALTARS – ” TO”

 

José Aldomar de Castro

 

 

 


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Brasão do MTG/RS

 

 
   
 

 

                                  BRASÃO DE ARMAS DO MTG

 

 

O Brasão de Armas do Tradicionalismo foi constituído no XII Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Tramandaí. O autor do projeto é HERMES GONÇALVES FERREIRA. Com o passar dos anos o brasão foi alterado, passando a constar na elipse superior, a sigla MTG ao invés da palavra “Tradicionalismo”.

         

 

SIMBOLOGIA E CONCEITO DO BRASÃO
 

O Brasão de Armas do Tradicionalismo é constituído de: Escudo de Damas com bordadura em azul, perfilada de preto.

 

Campo terciado com a seguinte composição:

chefe em amarelo, com um tronco de árvore brotado em sua cor

“dextra” em vermelho com um cavalo passante em amarelo

partição “sinestra” em verde com cuia de chimarrão com bombinha em branco.

 

Na bordadura em azul, duas estrelas de cinco pontas em amarelo, separam a parte superior da elipse, onde se insere o termo MTG em letras em amarelo.

 

 

 
CONCEITO
 

As cores representam as profissões liberais, sustentáculo sócio-econômico de um povo ou organismo.

 

No preto, a ciência; no branco, a cultura; no azul, a engenharia; no amarelo, a química; no verde, a medicina; no vermelho, o direito.

 

 
SÍMBOLOS
 

O tronco representa o passado.

O broto representa o presente.

As sete folhas representam o tradicionalismo como organismo social de natureza nativista, cívica, cultural, literária, artística e folclórica.

O mate (chimarrão) simboliza uma das virtudes, que melhor caracteriza o homem doRrio grande do Sul: a hospitalidade.

O cavalo representa a liberdade e é o traço de união entre os povos.

 

                                        

                                    BANDEIRA DO MTG

 

                                           

 

A Bandeira oficial do MTG é representada por um retângulo (branco) e tem um assente, em sua parte central o Brasão oficial do MTG.

                       

                                       Proporções da Bandeira

Dimensões da Bandeira: 20 módulos de base x 14 módulos de altura.

Dimenções do Brasão: 07 módulos de base x 08 módulos de altura

Distância do Brasão: 6,5 módulos x 3 módulos verticais.

As cores da Bandeira

A cor branca representa a coerência, a compostura, a harmonia, a paz, a moderação, a prudência, a quietude, a serenidade, a transigência e a tolerância.

 

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HINO TRADICIONALISTA

 

  No 43º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Santa Cruz do Sul, foi aprovado o Hino Tradicionalista, com letra e música, de Luiz Carlos Barbosa Lessa.  
 

I

Eu agradeço a Salamanca do Jarau

Por me ensinar o que aprendeu com “Velho” Blau:

Com ALMA FORTE e SERENO CORAÇÃO

Achei meu rumo pra sair da escuridão.

Vi uma luz que se tornou fogo-de-chão.

sorvi a luz no ritual do Chimarrão,

E descobri que é a Cordialidade

Que nos conduz à real felicidade.

 

I I

Avante, cavaleiro mirim!

Em frente, veterano peão!

Lado a lado, prenda e prendinha!

Todos juntos dando a mão.

Avante, seguindo os avós!

Em frente, trazendo os piás!

Coisa linda é se ver gerações

Convivendo em santa paz.

E dá uma gana de sair dançando,

ou gritando com força juvenil:

“Viva a TRADIÇÃO GAÚCHA

dos campeiros do Brasil” ( bis )

 

 

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Pascoa

                                                           P A S C O A

 

                                  

 

                            Conceitos de tradição existem diversos, depende do entendimento e da extensão que cada autor pretende conotar, nós conceituamos tradição como nos oportuniza etimologicamente o vernáculo. “traditio, de tradere”. dar em mãos, entregar, passar a outro. Em sentido amplo, tradição revela tudo o que se passa, ou se transmite através do tempo e do espaço. É a transmissão, ou passagem de fatos ou de coisas boas de pessoa a pessoa. No linguajar popular é a transmissão de fatos de geração a geração, a fim de que os tenham presentes e os conserve. Em regra a tradição importa na transmissão de fatos ou revelação das coisas pele memória,  traduzindo assim  o etimológico sentido: “tradere”- Dar em mãos, transmitir oralmente costumes, doutrinas, acontecimentos através  dos tempos, de pessoa para pessoa ou de pai para filho. Este estatuto domina as pessoas. Com tamanha influência, que sobremaneira lhes permite o questionamento do fato informado. Senão vejamos: A páscoa. Não a Páscoa ressurreição de Jesus Cristo, mas a Páscoa ovo e coelho. A Páscoa no calendário católico, é a festa que comemoramos a Ressurreição de Jesus Cristo, três dias após sua morte. E a Páscoa, ovo e coelho, que significado terá? Os teólogos (homens que estudam a doutrina da religião cristã) , explicam que a comemoração da Páscoa, com ovos e coelhos, teve origem há muitos anos. Em uma parte do mundo a Páscoa é comemorada no início da Primavera, e como o coelho é um dos  primeiros animais a sair da toca depois do rigoroso inverno, traz o significado de que  a vida continua., apesar da rigorosa desolação causada pelo frio. O aparecimento do coelho ( do mesmo modo que a ressurreição de Cristo), marca o início de uma nova vida. Quando os coelhos saem de suas tocas, na primavera, trazem consigo uma porção de filhotinhos, reforçando ainda mais a idéia de que apesar da tentativa do inverno de destruir toda a espécie de vida, o coelho sobrevive e trouxe mais vida sobre a terra. Apesar da tentativa de destruição do Cristianismo (crucificação de Jesus Cristo) a ressurreição de Cristo  marcou uma nova era, cheia de pujança e glória. Mas. . . qual o significado do ovo? – Há muito e muito tempo, costumava-se comemorar a ressurreição de Cristo, dando-se presentes uns aos outros. Porém, na Alemanha, numa região próxima a Floresta Negra, estava acontecendo algo desolador. A Alemanha estava em guerra e após o inverno ( a época da Páscoa) não havia quase nada, nessa região. E, as crianças não podiam passar pela decepção de nada ganhar, pois era costume receber alguma coisa. Então, surgiu uma idéia para resolver o problema. Haviam ovos de galinha. Resolveram pintá-los com cores bem vivas e colocá-los juntos às  árvores da Floresta Negra. Na manhã de Páscoa, as crianças da aldeia queriam saber onde estavam os presentes. Os adultos mandavam que os procurassem na Floresta Negra. Foram para a floresta, todas as crianças da aldeia. Quando lá chegaram, qual foi a surpresa: junto à árvores, estavam grande quantia de ovos coloridos. As crianças quiseram saber quem os trouxera. A resposta veio pronta e rapidamente: – Os coelhos. Essa é a origem da comemoração da Páscoa com coelhos e ovos. A tradicional festa de Domingo de Páscoa, é  no seio da família, uma expressão de júbilo, pelo grande acontecimento de caráter religiosos. A  distribuição de ovos é apenas mais um elo da cadeia de comemorações que trazem a força da TRADIÇÃO. As comemorações das grandes datas propiciam um encontro do indivíduo consigo mesmo, com o seu credo, com a sua família, enfim, com todos aqueles que lhe são caros.

 

 

CRESCENTE DE MARÇO DE 2005.

CALTARS – “TO”


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Gracias

                                               BELEZA DE CHASQUE  CORTANDO OS ARES,

COM  ASAS VENTANAS DO MUNDO  MODERNO.

CONQUISTA DA MENTE DO HOMEM HODIERNO,

ABRINDO CAMINHOS PARA TODOS LUGARES.

TROPEANDO PALAVRAS, CANÇÕES E CANTARES,

QUE ALEGRAM A JORNADA DO  RUDE DESTINO.

ARRIMAM DISTÂNCIAS NO UNIVERSO SULINO,

 MAGISTRAL PERFEIÇÃO A CONTENTO DO PAGO.

TRAZENDO E LEVANDO COMPREENSÃO E AFAGO,

GASTANDO  DISTÂNCIA EM LABOR PEREGRINO.

 

O ORGULHO DO ONTEM É O HOJE NASCENDO,

COM A FORÇA SADIA DA “RAÇA PAMPEANA”.

O JOVEM MONARCA AUTÊNTICO E BUERANA,

ADINDO AOS VALORES O  QUE VAI APRENDENDO.

                               PASSADO E  PRESENTE EM HARMONIA VIVENDO,

MOSTRANDO PARA O MUNDO A SUA INTENÇÃO.

A QUERÊNCIA NÃO HOSPEDA QUALQUER OPINIÃO,

POIS NÃO SOMOS IGUAIS MESMO SENDO IRMÃOS.

SEGUIREMOS O  RUMO  ESTENDENDO-LHES AS MÃOS,

IRRADIANDO UM RASTRO DE LUZ DA NOSSA TRADIÇÃO.

 

O COMPETENTE E FIEL “MENSAGEIRO”,

                                                 CUMPRIU SUA TAREFA DE  PRONTO.

DAS DISTÂNCIAS NEM QUIS DESCONTO,

POR SER COMPETENTE O CHASQUEIRO.

VIU A PRENDINHA E O BULICHEIRO,

NEGOCIAR UM COLAR DE TURQUEZA.

QUERIA ENTREGAR AQUELA BELEZA,

PARA A SUA IRMÃ, DE ANIVERSÁRIO.

  SOBRE O BALCÃO PÔS SEU RELICÁRIO,

  DEMONSTRANDO SUA GRANDE NOBREZA.

 

“ELA DEU TUDO O QUE TINHA”  À IRMÃ,

POR BONDADE COMPREENSÃO E CARINHO.

SUA CONSCIÊNCIA INDICOU O CAMINHO,

A SER SEGUIDO PELOS JOVENS  AMANHÃ.

COM AMOR E  FRATERNIDADE CRISTÃ,

CONSTRUIREMOS UM MUNDO MELHOR.

DEIXA LONGE  O PROCEDIMENTO PIOR,

E CONSERVA NOSSA CULTURA QUE É SÃ.

NADA SE INVESTE  NUMA VIDA PAGÃ,

POR ESTAR AFASTADA DE NOSSO SENHOR.

 

 

MIL GRACIAS PIAZITO ROGÉRIO,

PELA BELA MENSAGEM “GRATIDÃO”.

O MENSAGEIRO CHEGOU NO RINCÃO,

ENSINANDO UM NOVO CRITÉRIO.

A TRADIÇÃO DESVENDA O MISTÉRIO,

POR AFEIÇOAR-SE AS CIÊNCIAS ATUAIS.

CONVERSAMOS POR ÍCONES VIRTUAIS,

ENTRE SOPROS DO VENTO SILENTE.

QUE DEUS TE ABENÇOE VIVENTE,

E AOS  QUE TU  CONSIDERES IGUAIS.

 

 

CHEIA DE OUTUBRO DE 2008

CALTARS – “TO”


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Hodiernamente

 

O TEMPO GALOPA  BUSCANDO O INFINITO,

HUMANOS ASTUTOS DISFARÇAM AÇÕES.

EMBASAM PRINCIPIOS E  PSEUDAS  RAZÕES,

E O COSTUME DO PAGO ENFRETA CONFLITO.

A INDRÔMINA MODA  ELE SUPORTA  SOLITO,

E APONTA O RUMO DA CULTURA NATIVA.

RECOMENDA  LEITURA  SUA VASTA MISSIVA,

AUTÊNTICO PRINCÍPIO,  COSTUMES DO  PAMPA.

O ONTEM DE HOJE REVELA SUA ESTAMPA,

NO PERFIL APURADO DO CANTO BIRIVA.

 

   IDENTIDADE  PERENE COM SABOR APURADO,

PERLUSTRANDO COSTUMES DO MUNDO ATIVO.

COMPARANDO  OS VALORES DO CULTO NATIVO,

DÁ TEMPERA AO CARÁTER LUZENTE  E FORMADO.

INGREDIENTE SADIO SOLIDIFICOU RESULTADO,

DO TIPO ECLÉTICO DE CULTURA INCIPIENTE.

ATAVISMO QUE FICA EM CADA DESCENDENTE,

COM A MARCA SUBLIME DA NAÇÃO GUARANI.

OS ASTROS BAILANDO COMTEMPLAM YACI,

COM REVERÊNCIA GLOBAL E GESTO SILENTE.

 

CONCEITOS IMPORTADOS  DE TERRAS  DISTANTES,

AGRIDEM O PAMPA  COM PROPOSTAS DANINHAS.

MODIFICAMOS  VALORES DA ESCALA QUE TINHA,

O NOSSO SUTAQUE A  IDENTIDADE E O SEMBLATE.

INFORMAÇÕES DO UNIVERSO  A MIDIA  GARANTE ,

E SUGERE  IGUALDADE PARA  TODAS AS  AÇÕES.

OS TERMOS E OS  RITIMOS DE OUTRAS CANÇÕES,

FRAGILIZAM O CIVISMO DA JUVENTUDE IMATURA.

POIS A LÍNGUA E A PILCHA SOLIDIFICA A CULTURA,

QUE  MANTEM SEMPRE VIVA  NOSSA TRADIÇÕES.

 

A LIDA DO CAMPO ACOMPANHA O PROGRESSO ,

QUE AVANÇA INSENSATO SEM MEDIR  ILAÇÃO.

OS COSTUMES DE ANTANHO  FAZEM TRADIÇÃO,

E A CULTURA DO PAGO REGISTRA  SUCESSO.

O URBANISMO  SELVAGEM IMPEDE O REGRESSO,

DE QUEM  CHEGOU,  SEM SABER PORQUE VEIO.

SEM OFÍCIO  ADEQUADO  AO INCÓGNITO RODEIO,

É MAIS UM TEATINO VAGANDO NO MUNDO URBANO.

O CUSTO DE VIDA   PALANQUEIA O ARAGANO,

E A CHANGA DO DIA É SEU ÚNICO MEIO.

 

 

OLHANDO O CAMINHO QUE INDICAVA  BELEZA,

CONFORTO E RIQUEZA AO EGRESSO RURAL.

O QUE TEM POUCO VALE E O PRAZO É FATAL,

A NOVA QUERÊNCIA LHE  ACENA GRANDEZA.

A OPULÊNCIA CITADINA DISSIMULA AVAREZA,

ALIENA OS SEUS BENS E SE INSTALA NO “POVO”.

CONSTUMES ESDRÚXULOS SUGEREM O NOVO,

A CARÊNCIA DEMONSTRA A ILUSÃO PROMETIDA.

NECESSIDADES APORTAM SEM NENHUMA SAÍDA,

E O TAURA “SE AXICA” POR NÃO TER MAIS RETOVO.

 

                O ESTRANHO CONFLITO SUGERE MEDIDAS,

                QUE COMPENSEM O DANO DO SONHO FALAZ.

                RETORNAR AS ORIGENS É O PLANO QUE FAZ,

                SEM APOIO REAL FICAM MÃOS ESTENDIDAS.

             O TESOURO E A LUZ  DAS LARGAS AVENIDAS,

                FORAM  CELERES MIRAGENS DA SENDA REAL.

                NÃO CONSEGUE  SUCESSO NA LIDA INFORMAL,

                A MÁQUINA RESTRINGE LHE TEMPO E O ESPAÇO.

                CERÊNCIAS PALPITAM NO MESMO COMPASSO,

                APRISIONA O MONARCA NO PRÓPRIO CURRAL.

 

 

ALIENADO AO CONTEXTO  POR  ALHEIAS RAZÕES,

ACLIMATA  OS HÁBITOS QUE CULTUAVA NA ORIGEM.

O BRILHO DO SOL SE TRANSFORMA  EM CALIGEM,

EMPENUMBRANDO  O FULGOR DE TODOS RINCÕES.

A  TÊNUE  ESPERANÇA  REPOUSA EM GRILHÕES,

SEM A MÍNIMA CHANCE  DE COMVIVER NA CIDADE.

A TROPA DO TEMPO CONSUMIU A PROPRIEDADE,

E SENTENCIOU O CAMPÔNIO A VIVER DE QUIMERA.

O AMANHÃ DO HORIZONTE É O QUE TANTO ESPERA,

MAS ESTE NÃO CHEGA – FICOU SÓ NA SAUDADE.

 

                CHEIA DE OUTUBRO DE 2008

CALTARS – “TO”

 

 


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Regionalismo

 

                        Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima  edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser  um bom  tradicionalista, sem dominar,  completamente,  o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos:  A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado;  os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para  dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes,  desvirtuam  a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça  que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama  é  muito difícil alguém cultuar  o tradicionalismo ou regionalismo,   doutrinas  incrementadoras  dos grupos que defendem  e exercitam  a  literatura que norteia os costumes  e tradições regionais.  O regionalismo  nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem  uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo,  os que embasam  o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos  adeptos da cultura de  sentimentos, expressão própria de uma região.  Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos  semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis”  ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores  éticos e morais de uma região, priorizando-os  sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais  deixar de ser patriota.

 

CRESCENTE DE OUTUBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”


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Nato, Nativo, Nativismo

 

 

                        Partindo do genérico para o particular, tivemos superficialmente, informações neste veículo de comunicação sobre,  Folclore,  Tradição e desta feita, sobre Nativismo. Alguns, até insistem que o nativismo é mais aberto, permite modificações ou atualizações, é mais leve. Isto na opinião dos que assim entendem.  E então, vamos ver se realmente é assim.  Nosso vernáculo, mais uma vez, busca no latim, a origem etimológica  do termo NATO,  (lat. natu) que significa, simplesmente, nascido neste lugar. É ainda , o termo usado no sentido que não se afasta do original é o que vem, que surge  naturalmente, sem precisar praticar qualquer outro ato ou tomar  outra medida diversa da originária.  Limita,  portanto,  a uma área geográfica, as atividades desenvolvidas naquele lugar para serem consideradas nativas. Esta área poderá ser uma cidade. Quem nasce na cidade Tal, é natural, é nato, é nativo da cidade tal.  Quando a idéia toma maior proporção, abrangendo diversos municípios que compõem uma região, neste caso, o nato passa a ser  todos os  fatos e atos praticados ou desenvolvidos nessa região. Um exemplo facílimo de entendermos: quem nasce no Brasil é brasileiro, é natural, é nato do Brasil como país. Quem nasce no  Rio Grande do Sul é  gaúcho, mas não deixa de ser brasileiro, pois o RS é uma unidade da Federação Brasileira. Continuando o exemplo, chegamos até o  município. Quem nasce em Porto Alegre é  Porto-alegrense, sem deixar de  ser gaúcho e nem de ser brasileiro.  Quanto  ao nativo, conceitua-se com muita semelhança, visto que, adjetiva a mesma origem ( Lat. nativus), vulgarmente usa-se para designar o que vem da natureza.  Nativo, é próprio do lugar, nascido.  Tem valor equivalente  ao nacional que diferencia apenas do estrangeiro. Por esse motivo que se diferencia a procedência de uma pessoa ou ato na condição de nativo de diversos lugares, mesmo dentro do mesmo país. Nativismo, vem de nativo, assinala os sentimentos de apego ao lugar de origem ao nato ou prevenção de pessoas nascidas em um país em relação a  fatos ou pessoas de outras origens. Considera-se qualidade ou estado  de elevado apego ao nato ou aversão a elementos estrangeiros ou diversos de  sua origem. O espaço e o tempo são adquiridos pelas suas próprias sensações e não por experiências. Nativista, sem dúvida nenhuma é,  pura e simplesmente,  a pessoa que pratica o nativismo. Com estas considerações, já possuímos elementos suficientes para contestarmos quem diz que o tradicionalista é diferente do nativista. Observa-se que não é possível existir o tradicionalista, sem antes estar investido no estado de nativista, pois o exercício do nato, do nativo, do nosso é o que dimensiona  a possibilidade de praticarmos o tradicionalismo, como repetição dos atos bons, através da  entrega de informações de  uma geração para outra e assim; sucessivamente.  Observa-se que o nato, nativo, nativismo e tradição constituem uma gradação que se aceita, é mantida por determinado espaço de tempo, atingirá o Folclore que permanecerá vivo enquanto houver aceitação e prática por determinado grupo.

 

CHEIA DE OUTUBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”.

                                                                       

         


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Editorial

 

 

 

                                         A comunidade tradicionalista do Rio Grande do Sul, exercita uma constante busca de informações, sobre a  origem das nossas raízes, sobre a base da cultura que  reúne  nativos, imigrantes e migrantes, sobre um mesmo estado de espírito que serve o seu semelhante, com a simples intenção de servir. Tem como predicado maior a hospitalidade e procura viver  a essência atávica dos que nos antecederam nestes pagos e souberam mantê-lo unido para vivermos com orgulho de termos nascidos Gaúcho. Eis-nos reunidos neste recanto sulino, por onde cruzam todos os corredores e trilhas que formam a malha viária da querência que ainda é a sentinela indormida da fronteira Meridional da Pátria. Temos o culto das nossas Tradições como o fogo dos galpões  aparentando para o desinformado, a mornura tranqüila das cinzas esbranquiçadas que emolduram o cerne do cálido pai-de-fogo que permanece  atento  como  guardião dos usos e costumes da nossa gente. Falta-nos, sobremaneira, maior disponibilidade de informação. Nossa bibliografia ainda não está, satisfatoriamente,  preenchendo a necessidade  para todos os interessados, especialmente na nossa Região. Esta carência,  fez com que um grupo de pessoas fossem a campo, em busca de uma solução  para preencher essa lacuna. Estudaram e concluíram que a melhor alternativa seria criar um veículo de comunicação que informasse sobre a cultura do Rio Grande do Sul e, concomitantemente, desse ciência dos eventos culturais e sociais da Região.  Assim, a legião de tradicionalistas teria sempre a mão, o que acontecesse ao seu redor. Desta forma, não lhes faltaria olada para encher os peçuelos de atividades tradicionalistas programadas e desenvolvidas pelas Instituições filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul. Com,o produto final do trabalho desenvolvido pelo grupo, chega dando ” Oh! de casa” – O CHASQUE – Jornal Regional, que nasce com o Terceiro Milênio, para satisfazer o desejo da comunidade tradicionalista e mantê-la informada sobre sua cultura e seus eventos.

 

 

 

CHEIA DE OUTURBO DE 2008.

CALTARS – ” TO”


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