segunda-feira, 21 de maio de 2012

Arquivos do dia » 04, outubro 2008

Regionalismo

 

                        Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima  edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser  um bom  tradicionalista, sem dominar,  completamente,  o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos:  A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado;  os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para  dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes,  desvirtuam  a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça  que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama  é  muito difícil alguém cultuar  o tradicionalismo ou regionalismo,   doutrinas  incrementadoras  dos grupos que defendem  e exercitam  a  literatura que norteia os costumes  e tradições regionais.  O regionalismo  nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem  uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo,  os que embasam  o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos  adeptos da cultura de  sentimentos, expressão própria de uma região.  Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos  semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis”  ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores  éticos e morais de uma região, priorizando-os  sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais  deixar de ser patriota.

 

CRESCENTE DE OUTUBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”


Faça seu comentário

Nato, Nativo, Nativismo

 

 

                        Partindo do genérico para o particular, tivemos superficialmente, informações neste veículo de comunicação sobre,  Folclore,  Tradição e desta feita, sobre Nativismo. Alguns, até insistem que o nativismo é mais aberto, permite modificações ou atualizações, é mais leve. Isto na opinião dos que assim entendem.  E então, vamos ver se realmente é assim.  Nosso vernáculo, mais uma vez, busca no latim, a origem etimológica  do termo NATO,  (lat. natu) que significa, simplesmente, nascido neste lugar. É ainda , o termo usado no sentido que não se afasta do original é o que vem, que surge  naturalmente, sem precisar praticar qualquer outro ato ou tomar  outra medida diversa da originária.  Limita,  portanto,  a uma área geográfica, as atividades desenvolvidas naquele lugar para serem consideradas nativas. Esta área poderá ser uma cidade. Quem nasce na cidade Tal, é natural, é nato, é nativo da cidade tal.  Quando a idéia toma maior proporção, abrangendo diversos municípios que compõem uma região, neste caso, o nato passa a ser  todos os  fatos e atos praticados ou desenvolvidos nessa região. Um exemplo facílimo de entendermos: quem nasce no Brasil é brasileiro, é natural, é nato do Brasil como país. Quem nasce no  Rio Grande do Sul é  gaúcho, mas não deixa de ser brasileiro, pois o RS é uma unidade da Federação Brasileira. Continuando o exemplo, chegamos até o  município. Quem nasce em Porto Alegre é  Porto-alegrense, sem deixar de  ser gaúcho e nem de ser brasileiro.  Quanto  ao nativo, conceitua-se com muita semelhança, visto que, adjetiva a mesma origem ( Lat. nativus), vulgarmente usa-se para designar o que vem da natureza.  Nativo, é próprio do lugar, nascido.  Tem valor equivalente  ao nacional que diferencia apenas do estrangeiro. Por esse motivo que se diferencia a procedência de uma pessoa ou ato na condição de nativo de diversos lugares, mesmo dentro do mesmo país. Nativismo, vem de nativo, assinala os sentimentos de apego ao lugar de origem ao nato ou prevenção de pessoas nascidas em um país em relação a  fatos ou pessoas de outras origens. Considera-se qualidade ou estado  de elevado apego ao nato ou aversão a elementos estrangeiros ou diversos de  sua origem. O espaço e o tempo são adquiridos pelas suas próprias sensações e não por experiências. Nativista, sem dúvida nenhuma é,  pura e simplesmente,  a pessoa que pratica o nativismo. Com estas considerações, já possuímos elementos suficientes para contestarmos quem diz que o tradicionalista é diferente do nativista. Observa-se que não é possível existir o tradicionalista, sem antes estar investido no estado de nativista, pois o exercício do nato, do nativo, do nosso é o que dimensiona  a possibilidade de praticarmos o tradicionalismo, como repetição dos atos bons, através da  entrega de informações de  uma geração para outra e assim; sucessivamente.  Observa-se que o nato, nativo, nativismo e tradição constituem uma gradação que se aceita, é mantida por determinado espaço de tempo, atingirá o Folclore que permanecerá vivo enquanto houver aceitação e prática por determinado grupo.

 

CHEIA DE OUTUBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”.

                                                                       

         


Faça seu comentário

Editorial

 

 

 

                                         A comunidade tradicionalista do Rio Grande do Sul, exercita uma constante busca de informações, sobre a  origem das nossas raízes, sobre a base da cultura que  reúne  nativos, imigrantes e migrantes, sobre um mesmo estado de espírito que serve o seu semelhante, com a simples intenção de servir. Tem como predicado maior a hospitalidade e procura viver  a essência atávica dos que nos antecederam nestes pagos e souberam mantê-lo unido para vivermos com orgulho de termos nascidos Gaúcho. Eis-nos reunidos neste recanto sulino, por onde cruzam todos os corredores e trilhas que formam a malha viária da querência que ainda é a sentinela indormida da fronteira Meridional da Pátria. Temos o culto das nossas Tradições como o fogo dos galpões  aparentando para o desinformado, a mornura tranqüila das cinzas esbranquiçadas que emolduram o cerne do cálido pai-de-fogo que permanece  atento  como  guardião dos usos e costumes da nossa gente. Falta-nos, sobremaneira, maior disponibilidade de informação. Nossa bibliografia ainda não está, satisfatoriamente,  preenchendo a necessidade  para todos os interessados, especialmente na nossa Região. Esta carência,  fez com que um grupo de pessoas fossem a campo, em busca de uma solução  para preencher essa lacuna. Estudaram e concluíram que a melhor alternativa seria criar um veículo de comunicação que informasse sobre a cultura do Rio Grande do Sul e, concomitantemente, desse ciência dos eventos culturais e sociais da Região.  Assim, a legião de tradicionalistas teria sempre a mão, o que acontecesse ao seu redor. Desta forma, não lhes faltaria olada para encher os peçuelos de atividades tradicionalistas programadas e desenvolvidas pelas Instituições filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul. Com,o produto final do trabalho desenvolvido pelo grupo, chega dando ” Oh! de casa” – O CHASQUE – Jornal Regional, que nasce com o Terceiro Milênio, para satisfazer o desejo da comunidade tradicionalista e mantê-la informada sobre sua cultura e seus eventos.

 

 

 

CHEIA DE OUTURBO DE 2008.

CALTARS – ” TO”


Faça seu comentário