quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arquivos do mês » abril, 2009

Prece do Gaúcho

 

 

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e com

licença, Patrão Celestial.

Vou chegando, enquanto cevo o amargo da minhas

confidências, porque ao romper da madrugada e ao

descambar do sol, preciso camperear por outras invernadas

e repontar do Céu a força e a coragem para o intravero do

dia que passa.

Eu bem sei que qualquer guasca, bem pilchado, de faca,

rebenque e esporas, não se afirma nos arreios da vida,

se não se estriba na proteção do Céu.

Ouve, Patrão Celeste, a oração que te faço, ao romper da

madrugada  e ao descambar do sol.

Tomara que todo o mundo seja como irmão! Ajuda-me

a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o oque não quero

para mim.

Perdoa-me, Senhor, porque rengueando pelas canhadas da

fraqueza humana, de quando em vez, quase sem querer,

eu me solto porteira a fora. . .eta, potrilho chucro,

renegado e caborteiro. . . mas eu te garanto, meu Senhor,

quero ser bom e direito!

Ajuda-me Virgem Maria, primeira prenda do Céu.

Socorre-me, São Pedro, Capataz da Estância Gaúcha.

Pra fim de conversa, vou te dizer meu Deus, mas somente

pra ti: que tua vontade leve a minha de cabresto pra todo

e sempre e até a Querência do Céu. Amém.

                                   Luiz Felipe de Nadal


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Erva Mate

Foto – José Aldomar

O Estado do Rio Grande do Sul, através da Lei número 7.439 de 08 de dezembro de 1980, institui a Erva-Mate “ilex Paraguariensis” como a Àrvore Símbolo do Rio Grande do SUl. A Ilex Paraguariensis pertence a família das aquifoliáceas encontrada na região subtropical da América do Sul, mais precisamente, no sul do Brasil, Paraguai, Urugaui e Norte da Argentina. Os Guaranis tomavam infusão em cuias sugando o liquido com uma bomba de taquara, denominada “taquapi”.  Este hábito passou para os espanhóis e chegou até nossos dias popularizando-se nas comunidades urbanas.

JOSÉ AUGUSTO AMARAL DE SOUZA,  Governador do Estado do RIo Grande do Sul. Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 66, item IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

Art. 1º. – É consagrada como Símbolo do Estado do RIo Grande do Sul a Erva-Mate “Ilex Paraguaiensis”.

Art. 2º. – Fica constituida a “Semana Estadual da Erva-Mate, a ser comemorada, anualmente, na segunda semana do mês de setembro.

Art. 3º. – As comemorações de caráter civico-cultural e popular serão organizadas pelas Secretarias de Estado da Agricultura, de Educação e de Cultura, Desporto e Turismo, através de Comissão Especial designada, anualmente, pelos respectivos titulares, para tal fim.

Art. 4º. – Revogam-se as disposições em contrário.

Art. 5º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

PALACIO PIRATINI, em Porto Alegre, 08 de dezembro de 1980

JOSÉ AUGUSTO AMARAL DE SOUZA

Governador do Estado

Lenda da Erva-Mate

Yara, jovem e bela filha de um cacique Tupi, sempre pedia a Tupã que lhe indicasse uma planta das selvas, capaz de curar doenças e alimentar seu povo. Um dia, enquanto se banhava no rio Paraná, Yara foi surpreendida por um raio de luz muito brilhante que se projetou sobre uma frondosa caá (ervateira). Do alto da árvore uma arara falou: – “Tupã quis que esta erva seja boa e faça curar”

No mesmo dia, regressando à Taba Guarani, o índio Gupi viu um raio incendiar um velho jatobá onde ele guardava suas provisões. Gupi imediatamente subiu aos mais altos galhos e, quebrando os ramos, dominou o incendio. Exausto, deitou-se na relva e adormeceu mas foi logo despertado por um caboré que lhe disse: – “o fogo quima o mal. Voce apagou o fogo e será castigado”.

Gupi levantou-se a tempo de ver uma onça pronta para atacar um filhote de capivara. Para salvar o animal, Gupi fez correr a onça. Na corrida, porém, caiu na corredeira e foi levado até uma praia. Gupi estava quase à morte, quando foi conduzido à Taba Tupi. Yara, que ajudava o cacique a curar o enfermo, lembrou-se então das folhas da Caá, mas ninguém sabia commo purificá-las. Gupi, lembrando o caboré, disse: – “Tragam galhos de CURI (pinheiro); queimem e preparemm as folhas de Caá”.  Assimm foi feito e preparara uma infusão. Gupi bebeu-a e logo reanimou-se. O cacique exclamou, vendo o milagre. – “De hoje em diante a Caá será a bebida Tupi”. Todos ficaram contentes. Gupi casou comm Yara e suas tribus viveram em paz. A erva milagrosa distribuiu a paz, o bem estar e a felicidade.


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Cavalo Crioulo

                    

        Foto – José Aldomar

                                                 LEI DO CAVALO CRIOULO

               Inclui o Cavalo Crioulo como animal-símbolo reconhecendo-o, juntamente comm o Quero-Quero, como patrimônio cultural do Estado do RIo Grande do Sul.

                O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

               Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituiçao do Estado, que a Assembéia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

               Art. 1º. – Fica incluído o Cavalo Crioulo como animal-símbolo do Estado do Rio Grande do Sul.

              Art. 2º. – São declarados como bens integrantes do patrimônio culutral do Estado, por constituirem patrimônio natural, portadores de referência à identidade, à ação e à memória da sociedaderio-grandense, os seguintes animais:

              I  -  a ave “Belonopterus Cayennensis”, predominante nos campos gaúchos e poolularmente conhecida como “Quero-Quero”;

             II  – o CAvalo Crioulo.

             Art. 3º. – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

             PALÁCIO PIRATINI, em POrto Alegre, 26 de agosto de 2002

                             OLIVIO DUTRA

                         Governador do Estado

 

 HISTÓRICO DA RAÇA CRIOULA
 ANNAES Nº 8 DA ABCCC, DE JULHO DE 1939.
 

Necrologio de Valiosa Égua Crioula “Baroneza Chico”

De acordo com o comunicado em poder da associação, tivemos conhecimento da morte da “Baronesa Chico”, uma das boas reprodutoras do Haras, São Francisco, Bagé, de propriedade do Sr. Belisario Sá Sarmento, fato que, pesarosamente, anotamos neste número de Anais.
“Baroneza Chico” morreu de velha, no inverno de 1937, portanto com 19 anos de idade. Julgamos interessante dar publicidade, a guisa de necrologia, a alguns dos mais importantes dados a ela referentes, constantes no “Stud Book Brasileiro da Raça Crioula”.
“Baroneza Chico” foi aceita pela Comissão de Inspeção da Associação, em 20-12-32; tomou o nº 1 no registro particular do seu proprietário e o nº 13 no Registro Provisório do “Stud Book Brasileiro Raça Crioula”. Era de pelagem lobuna tapada, apresentando 1m,81 de perímetro toráxico. Seu histórico, firmado pelo Sr. Belisário Sarmento, reza assim:
“Nascida aproximadamente em 1918; este animal foi adquirido da Estância da Lagoa, do Sr. Manoel Sá, visto preencher as condições de uma boa Crioula. Por informações obtidas soube que o senhor Lucidio Rodrigues foi sempre um entusiasta Criador de Crioulo.”
“Baroneza Chico” deixou uma decedência de elite. Assim em 1931, deu nascimento a “Barão Chico”, (por Mozo Vivo, Def. 2) Primeiramente inscritos sob o número 24, no Registro Provisório, e, mais tarde, transferido, Sob o número 12, para o Registro definitivo. Esse garanhão, na Exposição de Bagé em 1933 obteve um 1º prêmio, e, 1934, também em Bagé, foi reservado Campeão, “Barão Chico”, devida à sua excelente conformação e tipo, foi escolhido para fornecer um modelo da cabeça que deveria figurar nos certificados de inscrição e medalhas da ACCC. E ainda hoje reprodutor proeminente naquele Haras.
Em 1932, produziu “Charlatão Chico”, R. P. 5, Prov. 77, irmão inteiro de “Barão Chico”, e que, na mesma Exposição de 1934, em Bagé, obteve um 1º prêmio e o título de Campeão. Foi vendido nessa ocasião ao Serviço de Remonta do Exercito, Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, pela importância de R$,…… 2 500 000.
Em 1934, deu a luz à “Miruim Chico”, R. P. 12, Prov. 139, também irmão inteiro “Barão” e “Charlatão”, que, em 1936, em Bagé, obteve um 1º prêmio e o título de Campeão, e na Exposição de 1937, igualmente em Bagé, conquistou, outro 1º prêmio, sendo, no momento, conservado como reprodutor no Haras São Francisco.
“Baroneza Chico” era avó do Campeão da Exposição de Bagé, em 1937, o potrilho “Mango Chico”, Prov. 426, atualmente de propriedades dos adiantados Crioulistas Srs. Antonio e Telmo Bastos, em Uruguaiana: e, também do excelente potrilho na Exposição de Bagé, e na “4ª Exposição de Equinos Crioulos” realizadas, respectivamente, em outubro e novembro de 1938, nas cidades de Bagé e Santa Maria (ambos filhos de “Barão Chico”, Def. 12).
“Baroneza Chico”, lamentavelmente, não deixou nenhuma cria fêmea. Digno também de nota, e o fato de, apesar de sua pouca alçada (I m, 38 por lm, 81) ter deixado descendência com boas medidas.
Assim: Barão Chico, Im, 44 por lm,80; Charlatão Chico, Im,35 por Im,62; Miruim Chico, Im,42 por Im,77; Mango Chico, Im, 36 por Im, 65 e, finalmente, Trevo Chico, I m, 40 por 178. E note-se que, com exeção das medidas de Barão Chico, que foram tomadas aos três anos, as demais foram tiradas quando os animais estavam com 2 ou 2 1/2 anos de idade, portanto, em desenvolvimento, sendo de supor que as mesmas melhorassem muito aos 4 ou 5 anos.
Desejamos que esta notícia saísse ilustrada com uma boa fotografia de Baroneza Chico, porém, isto não se tomou possível, porque a única existente foi publicada à pág. 26 do 1º número de Anais da ACCC, que poucos detalhes mostra.

Garanhão importado da Argentina

Os Srs. Echenique e Nunes Vieira, proprietários do Haras Minuano, Bagé adquiriram, na Argentina, por ocasião da realização da Exposição de Palermo, em Julho de 1938, um reprodutor Crioulo, procedente de Haras El Cardal, dos Srs. R Y E. Solanet.
Trata-se do garanhão Gaúcho Cardal, S. B. A. Prep. 1930, cuja fotografia estampamos adquirido antes de ir a remate, pela soma de Cl$600.
Este animal, que conquistou o 3º prêmio na 4ª categoria, tem uma ascendência notável. É filho de Africano Cardal, Reservado Campeão na Exposição de Palenno, em 1920, que forma, juntamente com Haragan e Olivido Cardal o “formidável terceto da Cabanha Solanet”. Africano já produziu nove Campeões e quatro Reservados de Campeão, inclusive Cuojo Cardal, S. B. B. Def. 17, (ano de 1934), importado pelo Sr. Manoel Luiz Martins, Dom Pedrito, e exposto na , “1ª Exposição de Equinos Crioulos”, realizada em Porto Alegre, em 1933.
Sua mãe, Gaúcha Cardal, foi Campeã na Exposição de Palermo, em 1933, obtendo os prêmios “Asociacion Criadores de Criollo” e “Ing, Cornelio Baca”.
Como Gaúcha Cardal é filha Olvido Cardal, Campeão de Palermo, em 1922, corre também nas suas veias, o sangue desse excelente reprodutor que já produziu dez Campeões e quatro reservados de Campeões.
Gaúcho Cardal é gateado, frente aberta e de perfil reto, como sua mãe. Nasceu à 2 de novembro de 1935. Foi aceito pela Comissão de Inspeção da ACCC, em 8 de fevereiro de 1939, apresentando 1m, 46 de alçada por 1m, 80 de perímetro toráxico. Tomou o número 1.000 no Registro Provisório do “Stud Book Brasileiro da Raça Crioula.

Aquisição pelo Governo do Estado do Paraná

É digna de registro neste número de Anais, a venda que os nossos consócios, Srs. Antonio e Telmo Bastos, fizeram recentemente para o Governo do Estado do Paraná, de quatro produtos de sua já afafama criação de Equinos Crioulos, situada no município de Uruguaiana.
São eles os potrilhos “Mata-olho de Nazareth” Prov. 619, rosilho; e “Guabijú de Nazareth”, Prov. 622, lobuno que lograram Menções Honrosas na “4ª Exposição de Equinos Crioulos” realizada em Santa Maria, em novembro de 1938: “Sarandy de Nazareth”, Prov. 623, gateado rosilho; e “Curupu de Nazareth”, Prov. 625, lobuno, que também concorreu ao certame acima referido.
Estes quatro produtos são filhos do reprodutor “Miron Cardal”, Prov. 428, importado pelos senhores Sr Antonio e Telmo Bastos, do afamado Haras “El Cardal”, dos Srs. P.y El. Solanet, Argentina, e de éguas Crioulas de sua antiga criação sendo que uma delas “Cangerana de Nazareth”, Prov. 327, mãe do potrilho “Sarandy de Nazareth”, Prov. 623, conquistou 1º prêmio na , 1ª Exposição de Equinos Crioulos” anexa à Exposição Comemorativa do Centenário Farroupilha, realizada em Porto Alegre, em setembro de 1935.
Trata-se, pois de uma ótima aquisição feita pelo Estado do Paraná, por intermédio de seu dinâmico Interventor Federal e nosso dedicado associado, Sr. Manoel Ribas, que muito tem feito pelo progresso agropecuário daquele Estado.

Fonte: Site DA ABCCC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Quero – Quero

 O quero-quero é uma ave pequena, de cor cinza Foto – José Aldomar          com um colar preto e do peito até o início da cauda penas brancas, pernas avermelhadas, bico comprido, possui ferrão na asas, tem um canto anomatopaico muito estridente e é sempre o primeiro a dar aviso quando alguem alheio ao ambiente se aproxima. Por ser uma ave guardião, alerta, ativa e agressiva, fo adotado com Ave Símbolo do Rio Grande do sul, conforme lei que segue.

LEI 7.418 DE 01 DE DEZEMBRO DE 1980

      

                    INSTITUI COMO AVE-SÍMBOLO DO RIO GRANDE

                         DO  SUL  O  QUERO – QUERO,  “BELONPTERUS

                         CAYENNENSIS”.

 

JOSÉ AUGUSTO AMARAL DE SOUZA, Governador do Estado do Rio Grande do sul. Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 66, item IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

 

            Art. 1º -  É consagrada como  ave – símbolo do Estado do Rio Grande do Sul, a ave “Belonopterus Cayennensis”, predominantemente nos campos gaúchos e popularmente conhecida como “Quero – Quero”.

            Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário.

 

 

            Art. 3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 19 de dezembro de 1980

 

                                               JOSÉ AUGUSTO AMARAL DE SOUZA

                                                          Governador do Estado

 

          Celestino Goulart                                                 Mauro Kniginik

Secretário de Estado da Justiça                          Secretário de Estado da Fazenda           

 

     Balthazare de Bem e Canto                         Ricardo Leonidas Ribas

Secretário de Estado da Agricultura                    Secretário de Estado da Educação

 

  João Osvaldo Leivas Job                   Olimpio Cavalcante A. Tabajar

Secretário de Estado da Segurança  Sec. da Adm.Administração      

 

 Germano Mostardeiro Bonow                           Antônio Carlos Berta

Secretário de Estado da Saúde               Secretário de Estado da Indústria e Comércio

 

(Publicado no DOE de dezembro de 1980).

 


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Bandeira do Rio Grande do Sul

Imagem – José Aldomar


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Ruinas de São Miguel

                        A localidade jesuítica denominada de São Miguel foi fundada em três oportunidades e locais diferentes.  A primeira em foi instalada em 1626  próximo ao rio Paranapanema no Paraná, coom duração efêmera, pois foi destruída pelos bandeirantes em 1630.  A segunda Redução denominada São Miguel das Missões foi fundada no ano de 1632 Pelos Padres  Cristobal de Mendoza y Orellana, este, nas missões, conhecido como  Cristóvão de Mendonça ou Cristóvão de Mendonza  de  Orellna, também introdutor do gado no Rio Grande do Sul e o Padre Paulo Benavides. Esta Redução da mesma sorte que a primeira, também foi destruída pelos bandeirantes em 1637 coom esta segunda destruição, os índios foram transferidos para  a margem direita do Rio Uruguai, nas proximidades da Redução de Conceição, hoje território argentino. Permaneceram lá até 1687.  quando rumararm novamente para a margem esquerda do rio Uruguai e Pela terceira vez ao fundaram  São Miguel é instalada pela terceira vez, no ano de 1687, agora no local onde permanecem as ruínas. A construção da  Catedral de São Miguel teve início em 1735 e  foi construída pelo Irmão João Batista Primoli, Hoje Patrimônio  Cultural e Histórico  da Humanidade, declarado pela UNESCO em 06 de dezembro de 1983

Fonte

Moacyr Flores – Colonialismo e Missões Jesuíticcas

Mário Simon – Os  Sete Povos das Missões

 

 

Foto - José Aldomar

Foto – José Aldomar

 

Foto – José Aldomar


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História do Trânsito

                       

 

HISTÓRIA                 

 

 

            O homem nada mais é do que um conjunto  psicofísico . Preconizando o aspecto físico ele  começou a movimentar-se, utilizando os pés e as pernas. Por seu próprio instinto de sobrevivência, pois necessitava de  alimentos, água, defender-se das agressões do animais e das intempéries. Este próprio ente  pré-histórico  descobre que atirando um tronco ao rio ele bóia e se desloca, também não foi difícil conhecer que essa madeira flutuando poderia carregar pessoas ou objetos  sobre ela e que também obedecia determinados comandos. Desse tronco de árvore  o transporte sofre uma evolução para a balsa e desta para a canoa.Por volta do ano 4 000 a. C., na Mesopotâmia, um sumeriano descobriu o maor invento do homem em todos os tempos: A RODA.  Um desenho encontrado na Suméria, datado de 3.500 a.  C.,  salienta a  primeira notícia da existência de  um veículo, o qual destinava-se ao transporte de mortos, ou feridos nas guerras.O sucessivo processo de evolução permitiu em 1.765, que o oficial do exército francês Nicolas Cugnot, chegasse ao invento do automóvel para transporte de peças de artilharia. Tentou realizar o transporte com uma locomotiva, mas não teve sucesso, precisou  um veículo de maior mobilidade. Assim surge o automóvel. “ Do Grego autus  que quer dizer próprio – e do latim  mobilis  que significa móvel”. Com o motor térmico utilizado nos automóveis, fato creditado  a Gottlieb Daimier em 1890, a indústria automobilística passou a expandir-se e aperfeiçoar-se vertiginosamente em todo o universo.

 

 

 

 DESENVOLVIMENTO  E  SEGURANÇA              

  Em posicionamento paralelo, todavia,  contrários a esta exploração desenvolvimentista, surgem outros fenômenos de real importância: são os acidentes. Estes elementos comprometem a segurança dos povos e anulam em boa parte todo o êxito alcançado no campo econômico.O primeiro acidente  que se tem notícia encontra-se registrado na mitologia  e refere-se a queda  que resultou em óbito, sofrida por Ícaro quando tentava fugir,  desafiando a lei da gravidade sem o devido domínio.Na história são inúmero os acidentes que afastam da convivência social pessoas de relevante importância comunitária, cultural, etc.  Por outro lado, números incomensuráveis, registram, diariamente,  fatos semelhantes com trabalhadores anônimos que por ação de acidentes deixam suas famílias, na maioria das vezes, desamparadas.

            Funciona sempre a lei da compensação: de um lado a  sociedade progride no avanço tecnológico  de máquinas e inventos que facilitam o desempenho das atividades hodiernas; por outro lado fragiliza o sistema de segurança anteriormente desenvolvido. Pois o usuário crê  que o aperfeiçoamento e a agilidade da máquina, também desenvolva segurança, o que na realidade não acontece.  As melhorias e facilidades apresentadas  nas máquinas contemporâneas, sempre exigem do o operador uma certa dose de cuidado, pois nenhum sistema de segurança é perfeito. O desenvolvimento na indústria, na agricultura, no transporte e nos outros segmentos responsáveis pela satisfação das necessidades humanas, nem sempre atendem a segurança  plena para  quem  atua nessa atividade.Todos  afirmam que os acidentes de trânsito precisam ser evitados, mas ate hoje ninguém  apresentou um modelo capaz de dar cabo a esse fantasma que assola a malha viária, tanto do Brasil, quanto em outros países.

  

 


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