quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Arquivos do mês » junho, 2009

Lenda da Erva-Mate

                                            O Paraná foi palco da coleta de exemplares de erva-mate no ano de 1820 quando o cientista frances de nome August Saint-Hilaire  pioneiramente classificou e publicou o nome  botânico para a erva-mate como “ilex-paraguariensis”, de acordo com a “lei de prioridade” expressa no “International Code Of botanical Nomenclature”. Concluiu ser um vegetal da familia hicineae (modernamente esta familia chama-se Arquifoleaceae) e genero Ilex. O proprio Saint-Hilaire em 1822 resolveu substituir o nome de Ilex-paraguariensis para Ilex-mate, porém, não foi aceita pela maioria e permaneceu sendo “Ilex-paraguariensis”.  Assim, historicamente ficou conhecida a nossa tradicional Erva-mata, que por sua vez tem sua lenda.

      Lenda

                         Yara, jovem e bela filha de um cacique Tupi, sempre pedia a Tupã que lhe indicasse uma planta das selvas, capaz de curar doenças e alimentar seu povo. Um dia, enquanto se banhava no rio Paraná, Yara foi surpreendida por um raio de luz muito brilhante que se projetou sobre uma frondosa caá (ervateira). Do alto da árvore uma arara falou: – “Tupã quis que esta erva seja boa e faça curar”

                          No mesmo dia, regressando à Taba Guarani, o índio Gupi viu um raio incendiar um velho jatobá onde ele guardava suas provisões. Gupi imediatamente subiu aos mais altos galhos e, quebrando os ramos, dominou o incendio. Exausto, deitou-se na relva e adormeceu mas foi logo despertado por um caboré que lhe disse: – “o fogo quima o mal. Voce apagou o fogo e será castigado”.

                                  Gupi levantou-se a tempo de ver uma onça pronta para atacar um filhote de capivara. Para salvar o animal, Gupi fez correr a onça. Na corrida, porém, caiu na corredeira e foi levado até uma praia. Gupi estava quase à morte, quando foi conduzido à Taba Tupi. Yara, que ajudava o cacique a curar o enfermo, lembrou-se então das folhas da Caá, mas ninguém sabia commo purificá-las. Gupi, lembrando o caboré, disse: – “Tragam galhos de CURI (pinheiro); queimem e preparemm as folhas de Caá”.  Assimm foi feito e preparara uma infusão. Gupi bebeu-a e logo reanimou-se. O cacique exclamou, vendo o milagre. – “De hoje em diante a Caá será a bebida Tupi”. Todos ficaram contentes. Gupi casou comm Yara e suas tribus viveram em paz. A erva milagrosa distribuiu a paz, o bem estar e a felicidade.

 

 

 


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